O Benfica reforçou o segundo lugar na I Liga, ao triunfar no terreno do Arouca por 3-0, aumentando para 4 pontos a vantagem em relação ao FC Porto e mantendo 1 ponto de atraso em relação ao líder Sporting. Foi o quinto desafio consecutivo das águias sem sofrerem golos fora de casa em jogos da I Liga, tendo a última ocasião sido em setembro, num triunfo em Portimão. E a equipa de Roger Schmidt manteve-se no registo habitual das últimas semanas: muita classe de Rafa Silva (mais um golo e uma assistência), Trubin a voltar a demonstrar que é guarda-redes de clube grande, com uma enorme defesa num momento decisivo, e Arthur Cabral, mesmo sem marcar, com boas movimentações e cada vez mais envolvido no jogo da equipa. Otamendi e Di María regressaram ao onze das águias, para os lugares, respetivamente, de Tomás Araújo e de Tiago Gouveia, com todos os jogadores da equipa a alinharam com o nome Eusébio inscrito nas costas das camisolas, numa homenagem ao Pantera Negra, que morreu fez anteontem dez anos. O Benfica logo impôs um maior domínio territorial, embora sem criar situações de perigo junto da baliza à guarda de Arruabarrena. Aos 13 minutos os lisboetas chegaram ao golo, por Rafa, após uma boa jogada de Arthur Cabral pela direita, mas o lance foi anulado por fora de jogo de 18 centímetros do atacante brasileiro. As águias tinham mais posse de bola e boa parte da partida era jogada no meio-campo do Arouca, mas foi a equipa orientada por Daniel Sousa a ter três aproximações perigosas à baliza de Trubin. Duas delas por Mújica, aproveitando dois disparates de Otamendi, ontem com o cabelo pintado de louro, e a outra num remate de muito longe de Milovanov, que não passou longe do poste direito. A principal ameaça para a defesa das águias vinha da temível dupla espanhola do ataque, formada por Rafa Mújica e Cristo González, respetivamente com 11 e 9 golos apontados em partidas oficiais na época em curso. Já o Benfica só conseguia criar perigo em lances irregulares – aos 30’ Rafa voltou a introduzir a bola na baliza arouquense, mas mais uma vez havia fora de jogo, desta vez do próprio avançado português. Mas à terceira foi de vez e Rafa conseguiu finalmente fazer o 0-1 aos 38’, aproveitando um bom passe de Di María. Foi o décimo golo do avançado esta temporada e o sexto na sua carreira frente ao Arouca, o clube ao qual mais faturou (por seis vezes, tal como diante do Famalicão e do Paços de Ferreira). Logo de seguida, mais um erro incrível na zona defensiva do Benfica, desta vez com Kökçü a fazer um mau passe em plena área dos encarnados, “assistindo” Sylla, que isolou Mújica, mas o “gigante” Trubin fez a mancha e impediu o empate. E, mesmo em cima do intervalo, chegou a vez do Arouca ter um golo anulado a Cristo, devido a fora de jogo de Mújica. Depois de uma primeira parte bem jogada e cheia de emoção, a vantagem do Benfica no marcador (terceiro 1-0 seguido da equipa na I Liga ao intervalo) foi ampliada logo a abrir o segundo tempo, com Kökçü, assistido por Rafa, a fazer o 0-2. Foi o segundo golo do turco no campeonato e a sétima assistência de Rafa, igualando Viktor Gyökeres como líder desse item, embora o sportinguista esteja em vantagem, pois disputou menos um jogo. O Benfica mostrava agora um futebol mais fluído e Arthur Cabral voltava a evidenciar evolução: mesmo não marcando teve boas movimentações e serviu os colegas com critério, nomeadamente em dois lances nos quais isolou João Mário e Rafa, que falharam frente a Arruabarrena. Petar Musa rendeu Arthur Cabral aos 72’, a tempo de estabelecer o 0-3 final aos 85’, minutos depois de uma “chapelada” do meio da rua de Di María, com a bola a passar muito perto da barra. Seria um golo do outro mundo… do campeão do mundo!