Premium As máscaras que a natureza inventa

Polvos a fazer de serpentes-marinhas, raposas que mudam de pelo e insetos que parecem folhas. Na luta pela sobrevivência, a natureza não conhece limites. Uma das estratégias mais difundidas no jogo da vida entre predadores e presas é a da camuflagem. Fundir-se no ambiente e passar despercebido.

São fantasias de sonho, trabalhadas ao longo de milhares de anos, nalguns casos menos, noutros talvez um pouco mais. E há-as de todas as formas e feitios e em vários tons. Há as cores berrantes que até podem mudar consoante a circunstância e o cenário, há-as também enfadonhas, e por isso mesmo eficientes no seu cenário monocromático, há a forma do corpo, conjugada com padrões diversos, riscados, às bolinhas, coloridos, há texturas a imitar a areia ou as rochas, formatos vários a lembrar folhas, alguns com requintes de pormenor e recorte perfeito.

A natureza é um prodígio de imaginação a inventar soluções no jogo da vida entre presas e predadores, que se nos oferece à contemplação se soubermos olhar. À vista desta profusão imensa de máscaras, os disfarces que nós humanos vamos criando para nos relacionar uns com os outros, para lidar com os mistérios da vida e da morte, ou tão simplesmente para nos divertirmos um pouco, não passam de pálida imitação.

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