Janelas fechadas: uma crónica de José Luís Peixoto

Vou no banco de trás, não estou atento à estrada, não ouço as conversas das pessoas que vão comigo na carrinha. Não sei se parámos por causa de um semáforo, se o carro da frente abrandou, se alguém ia a atravessar a estrada e tivemos de parar. Sei que os meus olhos se cruzaram com os dele. Foi enorme esse instante. Os nossos olhos encontraram-se, estiveram no mesmo lugar. Eu, dentro da carrinha, no banco de trás, janelas fechadas, rodeado de conversas que não ouço, e ele, num passeio do centro de Joanesburgo. Avisaram-me para ter cuidado com pessoas como […]

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