Hugo Banha quis criar um restaurante bonito e onde se comesse bem

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OTRO reabre. E há novidades na carta

Hugo Banha, que idealizou um local bonito e onde comesse bem, introduziu a carne wagyu no seu restaurante. Vítor Sobral continua ser o 'dono' da carta.

Levantadas as restrições, o OTRO Restaurante, inaugurado em outubro, reabriu. E com novidades na carta elaborada pelo chef Vítor Sobral. A mais notória: o Wagyu, carne de vacas "que ouvem música e são massajadas", como diz Hugo Banha, fundador deste espaço numa paralela da Avenida da Liberdade.

Vítor Sobral, que lhe foi apresentado pelo sócio, criou os pratos, uma cozinha mediterrânea, "que trouxe o tradicional para o luxo". O cozinheiro português chama-lhe um restaurante com uma cozinha "casual chic".

Hugo Banha já sabe que, apesar de aberto ao almoço, o caráter do restaurante "é mais convidativo à noite e ao frio", diz. E também que os clientes preferem pratos de carne. Foi o que o levou a reformular a carta, introduzindo a iguaria de origem japonesa. Depois do confinamento, "retirámos dois ou três pratos que eram menos vendidos", refere.

Também, explica o empresário, quis quebrar "a monotonia da carta". "Estamos direcionados ao cliente de luxo, um cliente que procura novidade".

Nos vinhos, exclusividade também é palavra de ordem, tanto nos nacionais como internacionais: Pêra-Manca, Chateau-Neuf du Pape ou champanhe Armand de Brignac Gold Brut integram a carta.

O OTRO, parte do grupo com o mesmo nome, nasceu para responder a uma lacuna do mercado, identificada por Hugo Banha. "Ou a comida era muito boa e o lugar não era muito bonito ou o contrário", diz. "Quisemos fazer um sítio lindíssimo e onde os clientes comessem bem". E um atendimento à altura. Como em todos os seus projetos - a perfumaria e a alfaiataria privada - quis criar um conceito que fosse ao encontro dos gostos dos clientes.

Faz sete anos que Hugo Banha deixou a Fashion Clinic, onde trabalhou por 15 anos, para fundar o seu negócio - o OTRO Grupo. Começou com a perfumaria, num túnel, entre a Louis Vuitton e a Gucci, "onde ninguém achava que pudese resultar". Mas, afirma, convicto, "é importante ter um conceito". Diz que era importante ter um posicionamento, "com as marcas chave que eu sabia que seria um chamariz para o cliente". Foi assim que nasceu essa casa: "com um ambiente superluxuoso, porta fechada e quatro funcionários em 42 metros quadrados, exclusividade de todas as marcas e formação exaustiva".

Depois dessa perfumaria, veio outra (na avenida da Liberdade), a alfaiataria, e, agora, o restaurante.

Hugo Banha começou a trabalhar aos 17 anos, "como apanha-copos" nas discotecas do Pedro Luz, "um visionário", onde esteve uma década. Durante quatro anos conciliou esse trabalho com outro, no segmento de luxo do Grupo Amorim (cuja face mais vísivel é a Fashion Clinic), a convite de Miguel Ribeiro. "Ganhei muito conhecimento nos bastidores da Dolce & Gabanna, Gucci", conta ao DN. Um dia decidiu, "supernervoso e com a lágrima no canto do olho, decidiu abrir o seu próprio negócio. "Agora podem perfurmar-se, vestir-se e comer".

Também aqui, no OTRO Restaurante, quer provar que o conceito é importante. "Uma viagem" ao universo OTRO, onde se pode terminar a noite a comprar um perfume.

Apesar da pandemia, Hugo diz que tudo está a "correr bem", mas a ideia de recuar no desconfinamento, que se antevê tendo em conta o aumento de casos de covid-19 em na zona de Lisboa e Vale do Tejo, já está a fazer mossa, admite. "Desde que se sabe que não poderíamos abrir depois das 22:30, cancelaram aniversários, as pessoas encontram perto restaurantes abertos até à meia-noite". Mas, frisa, "temos de ser sempre positivos e imaginar que já passou".

OTRO Restaurante
Rua Rodrigues Sampaio, n.º 94, Lisboa
De segunda a sexta-feira, das 12h30 às 15h30, e das 19h às 22h
Reservas: 963 620 129

lina.santos@dn.pt

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