Os segredos do bar português que está entre os melhores do mundo

Pela segunda vez, num ano em que mudou de localização e passou por restruturação, o Red Frog entra na lista dos World"s 50 Best Bars, agora na 67.ª posição.

Para o coproprietário Emanuel Minez não há segredos. O sucesso do Red Frog está diretamente relacionado com a "consistência do serviço", com a postura com que se apresenta aos clientes e parceiros desde que nasceu, em 2015. Mas a verdade é que este bar lisboeta é o único, até agora, a figurar na lista dos World"s 50 Best Bars. Proeza que conseguiu por duas vezes: a primeira em 2017, em que alcançou a 92.ª posição, e a segunda este ano, em que passou por uma profunda restruturação, em que ascendeu ao 67.º lugar.

Foi no início do mês que a boa nova chegou de Londres, cidade onde é feita esta eleição a nível internacional. "Desde que abrimos que entrar na lista dos melhores do mundo era um objetivo", admite Emanuel Minez, sócio de Paulo Gomes neste e noutro bar, o Monkey Mash. Da primeira vez, sentiram-se as vantagens de figurar no ranking. "Deu um grande impulso ao nível do trabalho", conta Emanuel, admitindo que, na época, nem ele nem o sócio estavam preparados para "o boom" que aquilo lhe deu. "O bar tinha um ano e pouco e nós não tínhamos maturidade suficiente para dar resposta", diz.

Agora, esperam, poderão beneficiar ainda mais da distinção, sobretudo depois de um período tão complicado para o Red Frog. O bar, que se situava na Rua do Salitre, fechou em março de 2020, quando começou a pandemia e já não reabriu no mesmo sítio. "O senhorio despejou o prédio e pôs-nos a andar", resume Emanuel Minez. Perante a situação, a dúvida pairava na cabeça dos proprietários: O que fazer? "Pensámos que não iríamos continuar", confessa Emanuel.

Mas ele e o sócio tinham o outro bar, situado na Praça da Alegria, e decidiram avançar com uma solução inovadora: abrir o Red Frog dentro do Monkey Mash. E é onde ele está desde maio. "Tentámos pegar na alma do Red Frog antigo e trazê-la para o novo", conta.

Emanuel Minez acredita que conseguiram fazê-lo, de tal forma que o bar entrou - e até subiu - na lista dos melhores do mundo. A área ocupada é um terço da anterior, mas a decoração, a luz, a música, o ambiente e o serviço são os mesmos. A qualidade dos cocktails também, mas esses estão sempre a mudar. Na reabertura, a carta "(Re)Viver", recuperou alguns clássicos best-sellers, como o Red Portion, e deu-lhes um toque de modernidade, mas agora o Red Frog já começou a testar os cocktails que integrarão a próxima carta, que estreará no início de 2022.

"Arriscámos e acho que conseguimos. É a prova de que, às vezes, menos é mais", diz o coproprietário, garantindo que agora prestam um "serviço muito melhor".

Com uma das melhores garrafeiras da cidade e uma equipa de barmen-alquimistas com grandes doses de criatividade, o Red Frog utiliza muitos ingredientes produzidos na própria casa (fermentados, destilados...), que acrescentam sustentabilidade e complexidade aos muitos cocktails, long drinks e Highballs que serve.

Apenas com nove mesas, o bar tem capacidade para receber em simultâneo 30 pessoas, mas o ideal são 24. Tem havido filas para entrar, pelo que o melhor é reservar, mas, visto que a entrada é pelo Monkey Mash, quem não consegue lugar no Red Frog pode sempre ficar por ali, que também é bem servido. Esse é o grande objetivo dos sócios, porque, na verdade, aquilo que faz uma casa são os clientes.

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