Exclusivo Confeitaria Nacional chega aos 192 anos com vendas do bolo rei em alta

No mês em que a confeitaria mais antiga da cidade celebra mais um aniversário, as vendas do bolo rei já estão em valores pré-pandemia. Nos dias 23 e 24 vão ter os oitos balcões dos seus dois andares dedicados a esta iguaria.

Foi a 8 de dezembro de 1829 que surgiu ali na Praça da Figueira, pelas mãos de Balthazar Roiz Castanheiro, a Confeitaria Nacional, que aos 192 anos é a confeitaria mais antiga de Lisboa ainda em funcionamento e que continua na posse da mesma família, atualmente já na sexta geração. É também graças a este espaço da Baixa que chegou a Portugal a receita do bolo rei, iguaria que é a grande atração do estabelecimento, vendendo-se milhares todos os anos. E 2021 não vai ser exceção.

Luzia Nabais sabe muito da já longa história da Confeitaria Nacional e nos 17 anos que leva na casa, atualmente na função de chefe de turno, também se recorda de algumas histórias de quem por lá passa. Principalmente, as mais românticas. Diz ela que davam para escrever um livro. "Conheço mais do que um casal feito aqui. Com um desses casais estávamos, um dia, lá em baixo e eu disse que tinha uma mesa no piso de cima para se poderem sentar. E os senhores disseram "não, não, nós queremos esta mesa aqui especificamente, porque foi aqui que começámos o nosso namoro". Era um casal com 70 e poucos anos e eram pessoas que saíam da faculdade na altura e vinham aqui para a confeitaria namorar", conta ao DN Luzia Nabais. "Também há histórias engraçadas de raparigas da faculdade, agora senhoras com 60 e 70 anos, que dizem que saíam faculdade e vinham até cá porque sabiam que na confeitaria era frequentada por muitos rapazes italianos"".

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