Universidade de Coimbra sanciona 77 estudantes por plágio e fraude

Combate às tentativas de falsear os resultados de provas e trabalhos académicos foi intensificado no início do ano letivo de 2012/13 com o novo Regulamento Disciplinar

A Universidade de Coimbra anunciou esta quinta-feira, em comunicado, que foram sancionados 19 estudantes por plágio e 58 foram punidos por fraude no âmbito do reforço do combate às infrações disciplinares nos últimos anos letivos.

As infrações mais frequentes são os casos de "cópia" nas provas de avaliação, sendo que a UC esclarece que a punição destas situações tem sido "cada vez mais simples, dissuadindo os potenciais infratores".

O mesmo comunicado relembra que este combate às tentativas de falsear os resultados de provas e trabalhos académicos foi intensificado no início do ano letivo de 2012/13, altura em que entrou em vigor o Regulamento Disciplinar dos Estudantes da Universidade de Coimbra (RDEUC). "A utilização de práticas de plágio, obtenção fraudulenta de enunciado de prova, substituição e obtenção fraudulenta de respostas, simulação de identidade pessoal ou falsificação de pastas e enunciados podem receber sanções disciplinares que vão desde a advertência até à interdição de frequência da UC até por um período até cinco anos", esclarece a Universidade de Coimbra, adiantando que até 2017/18 foram punidos 77 alunos.

Dos 58 episódios de fraude que foram detetados, 37 foram de cópia, 16 de "posse de elementos eletrónicos (telemóveis/smartwatches)", dois de simulação de identidade, dois de falsificação de documento e um de associação de nome a trabalho alheio. Destes processos, dois resultaram em penas de interdição (impedimento de frequentar a UC por um período de entre um a cinco anos). Já 56 casos resultaram em suspensões temporárias das atividades escolares por períodos entre 30 e 150 dias (num total de oito processos); por uma época de avaliação (46, sendo um deles com pena suspensa); ou por duas épocas de avaliação (2).

Já quanto ao combate ao plágio, que foi reforçado no início de 2017/18 com a entrada em funcionamento de um software de deteção deste tipo de infrações, foram descobertos 19 casos do género: doze em trabalhos, três em relatórios), três em dissertações e um em teses. A punição passou pela suspensão das atividades escolares, em treze casos por um período até 150 dias ou pela suspensão da avaliação por um ano, em seis situações.

"O Regulamento Disciplinar dos Estudantes da Universidade de Coimbra pune de forma forte e exemplar a fraude e o plágio: todos os casos assinalados e provados têm consequências e não estamos a falar de penas menores. É importante fixar esta ideia de que as pessoas não podem violar as regras e devem seguir uma conduta ética responsável", assume João Gabriel Silva, reitor da UC, frisando o compromisso da instituição "com um percurso de aprendizagem marcado pelo trabalho honesto e um total repúdio por falsificações e plágio".

Reitoria de Lisboa sem contabilidade de casos

Questionada pelo DN, A Universidade de Lisboa informou que "tem um código de conduta e um regulamento disciplinar", disponível online, o qual "foi aprovado pelo Conselho Geral logo a seguir à fusão e onde estão previstas as sanções e os respetivos motivos". Quanto ao número de estudantes punidos e sanções aplicadas, a instituição informou que estes "são processos que decorrem nas respetivas escolas pelo que não temos essa informação centralizada aqui na Reitoria".

O DN colocou as mesmas questões à Universidade do Porto, estando ainda a guardar resposta.

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