TVI diz que a presença de Mário Machado no canal "faz parte de uma sociedade democrática"

O líder da organização de extrema-direita Nova Ordem Social defendeu a necessidade de um novo Salazar em Portugal no programa "Você na TV!"

A TVI reagiu esta sexta-feira à polémica criada com a presença do líder de extrema direita Mário Machado no programa Você na TV!, apresentado por Manuel Luís Goucha, afirmando que o caso se enquadra num normal debate de opiniões numa democracia.

"O debate entre diferentes correntes de opinião (...) faz parte de uma sociedade democrática, plural e tolerante, comprometida com o respeito pelas liberdades individuais", escreve o canal de Queluz de Baixo em comunicado, e que as opiniões do líder da organização de extrema-direita Nova Ordem Social Mário Machado nos programas Você na TV! e SOS 24 "foram enquadradas por visões alternativas às por si sustentadas".

"As contradições entre a sua vida pretérita [de Mário Machado] e os valores por si ora defendidos foram assinaladas. Foram igualmente abordados o seu histórico criminal, o contexto e os contornos do seu projeto político, tendo os riscos do extremismo político sido devidamente assinalados", defendeu a TVI no texto publicado no site do canal televisivo.

Durante o programa, Mário Machado defendeu a necessidade de um novo Salazar para Portugal. Também o repórter Bruno Caetano, responsável pela rubrica admitiu esta possibilidade: "Em certas partes da vida de Salazar, acho que este faz falta nomeadamente no que diz respeito a autoridade".

Na sequência da transmissão, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social recebeu queixas motivadas pela ​​​​participação do líder de extrema-direita. E nas redes socias, muitas foram as personalidades que se manifestaram contra o convite, como o Ministro da Defesa, João Carvinho. Também o Sindicato dos jornalistas anunciou queixas contra a estação televisiva.

O canal de Queluz garante que respeita a "dignidade da pessoa humana e os direitos, liberdades e garantias fundamentais, não incitando ao ódio racial, religioso, político ou gerado pela cor, origem étnica ou nacional, pelo sexo, pela orientação sexual ou pela deficiência". E que o conteúdo emitido foi para o ar com a intenção de promover a pluralidade de opinião e com respeito à liberdade de expressão.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.