Premium Slow living: o segredo para viver devagar e multiplicar o tempo

Nasceu na década de 1980 com a criação do movimento slow food como forma de protesto contra a fast food. Com o passar do tempo, alargou-se às viagens, à moda, à educação. Tornou-se uma filosofia de vida, que quer contrariar a agitação dos tempos modernos. Abrandar é a palavra de ordem.

Joaquim Soares viveu à entrada de um dos paredões da praia da Barra, em Ílhavo, durante 30 anos."Tinha a praia como quintal, o que convida a uma vida mais tranquila." Aos 45 anos, divide-se entre o trabalho numa loja de surf e o de instrutor da modalidade. Gosta de acordar cedo, ir tomar um café e ler um pouco antes de começar a trabalhar. Procura ver o mar várias vezes ao dia e, sempre que possível, faz surf à hora de almoço. Não gosta do ritmo acelerado da cidade. "Só o facto de ter de ir a Aveiro já é um incómodo."

Quando começou a ouvir falar no slow living, Joaquim identificou-se com este movimento, que pretende combater a vida acelerada das sociedades modernas. Para si, a vida lenta "é a chave para sair da hipnose da sociedade consumista. Acelerando o ritmo de vida, as pessoas ficam num modo em que não pensam sobre si e sobre as coisas, pelo que são mais facilmente manipuladas para, por exemplo, consumir". Não é imune a isso, confessa. "Mas tive a sorte de ter nascido aqui. Tenho a minha dose de automatismo, mas tento reduzi-la ao máximo." Um dos segredos, diz-nos, é assumir que o tempo não dá para tudo. "O tempo é um recurso limitado. Logo, só dá para fazer um determinado número de coisas. Faz parte do bom senso saber geri-lo."

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