Quais as atividades de maior risco para contágio? Ir a um bar é das piores

Uma associação médica norte-americana elaborou um ranking de atividades e o seu grau de risco para a covid-19. Não há risco zero e, numa escala até 10, as salas de concertos, os bares e os recintos desportivos são os locais considerados mais perigosos.

Já se sabe que não existe risco zero quando se fala de covid-19. A expansão do novo coronavírus numa segunda vaga volta a colocar em causa a segurança de algumas atividades diárias que eram banais até há meses e agora comportam riscos de contágio. O comportamento social é muito influente para reduzir a transmissão do vírus e evitar o regresso a cenários epidemiológicos anteriores.

Nesta perspetiva, a Texas Medical Association (Associação Médica do Texas) classificou os riscos de contágio para uma série de práticas comuns em sociedade. Desde abrir a correspondência, a menos perigosa das atividades analisadas, até ir a um bar ou a um concerto, as que apresentam maior risco de contágio.

As que apresentam maior risco em termos de covid-19 são quatro: ir a um bar, assistir a um concerto de massas, assistir a um espetáculo desportivo como o futebol ou participar num evento religioso com mais de 500 pessoas. Numa classificação de 0 a 10, estes quatro hábitos recebem um risco 9, portanto muito elevado.

Depois, como atividades ainda de risco elevado, surgem a ida ao cinema ou ao teatro, os parques de diversões, os ginásios e os cafés. Todas com nível 8.

Um pouco mais reduzido, no nível 7, é o risco de contrair o coronavírus ao abraçar ou cumprimentar um amigo, andar de avião, comer no interior de um restaurante, ir a um casamento ou a um funeral, ir ao cabeleireiro ou praticar desportos como basquetebol.

No polo oposto temos a abertura de correspondência como a atividade que representa menos risco, nível 1. Num patamar um pouco mais arriscado, nível 2, figuram ir abastecer uma viatura com combustível, jogar ténis, recolher comida num take-away ou acampar.

No risco médio, entre 4 e 5, os médicos apontam atividades como caminhar na rua, hospedar-se num hotel, ir a uma biblioteca ou museu, ou ir à praia.

O perigo espreita um pouco mais - nível 6 - numa ida à praia ou a um centro comercial, nadar numa piscina pública ou ir para a escola ou para o escritório.

Como já tinha antes explicado Ryan Malosh, investigador da Universidade de Michigan., em termos gerais, "as atividades de maior risco são aquelas que são feitas dentro de casa, com pouca ventilação, e em espaços fechados com muitas pessoas durante longos períodos de tempo".

"As atividades de menor risco são ao ar livre, com amplo espaço para a distância social, poucas pessoas fora do seu agregado familiar e por períodos de tempo mais curtos", acrescentou.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG