Monte Etna está a deslizar para o mar e pode causar tsunami no Mediterrâneo 

Há o risco de um flanco colapsar sob o seu próprio peso, sob o efeito da gravidade, e impelido pela atividade vulcânica.

O flanco sudeste do monte Etna, o vulcão mais ativo da Europa, está a deslizar para o mar, diz um estudo publicado na semana passada na revista Science Advances.

Um colapso súbito, uma hipótese que não pode ser afastada, alertam os autores do estudo, implica um "perigo muito maior do que se pensava anteriormente", já que pode mover grandes quantidades de material e causar um tsunami no Mediterrâneo.

Este novo estudo, que recorreu a medições feitas debaixo de água, permitiu perceber que depois de nada ter acontecido num período de 15 meses, em apenas oito dias em maio de 2017 o flanco sudeste deslizou quatro centímetros. Isto indica que há o risco de o flanco estar a colapsar sob o seu próprio peso, sob o efeito da gravidade, e impelido pela atividade vulcânica.

Um artigo publicado em abril no Bulletin of Volcanology já alertava para a importância deste movimento e lembrava que "os registos geológicos mostram que estes vulcões deslizantes têm tendência a colapsos de secções devastadores". Ou seja, o risco é de numa erupção haver um colapso de um parte do cone, causado deslizamentos de terra devastadores.

O Etna situa-se na parte oriental da Sicília, entre as províncias de Messina e Catânia.

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