Ministro tem "a certeza" de que professores vão separar o trabalho das lutas

Tiago Brandão Rodrigues falou ontem à noite, na Renascença, sobre o regresso às aulas, a luta dos professores e o seu próprio futuro no governo

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, acredita que as lutas que estão a travar pela contagem do tempo de serviço congelado não irão afetar o empenho dos professores no trabalho letivo com os alunos. "Só quem não entende o trabalho dos nossos docentes, nas nossas escolas, é que pode pôr em cima da mesa que os docentes, todos os docentes do nosso país, não tenham o profissionalismo, a sobriedade e a lucidez para entenderem que por um lado estão as suas reivindicações sindicais, que eles entendem como justas - e é importante que lutem por elas - mas por outro lado está o trabalho pedagógico feito nas suas comunidades educativas", disse em entrevista àRádio Renascença.

Por isso, acrescentou, "tenho a certeza de que os docentes do nosso país, as comunidades educativas, farão tudo para cumprir integralmente os seus projetos pedagógicos. Essa é a certeza que temos e as reivindicações sindicais são naturais, são como disse legítimas, porque fazem parte dos anseios desses docentes".

Na entrevista, Brandão Rodrigues foi ainda questionado sobre o seu próprio futuro no governo, reafirmando que tem um compromisso com António Costa para os quatro anos da legislatura e deixando nas mãos "dos eleitores" as decisões ao futuro. O ministro considerou ainda que este é o ano "da consolidação" das políticas educativas implementadas pelo atual governo.

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