Notas sobem a Português e Matemática e derrapam a Física e Química, Geografia e Filosofia

Os resultados da primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário foram conhecidos esta sexta-feira. À exceção de Filosofia, as médias foram todas superiores a 10 valores.

As médias da primeira fase dos exames nacionais mais concorridos do ensino secundário registaram uma subida. De acordo com os dados do Ministério da Educação, a média de Português subiu de 11,0 para 11,8 valores, enquanto a média do exame de Matemática A passou de 10,9 para 11,5. De realçar a descida nas disciplinas de Física e Química, Filosofia e Geografia.

À exceção do exame de Filosofia, cuja média foi de 9,8 valores, as médias das classificações dos alunos internos foram todas superiores a 10 valores.

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Na prova da disciplina de Matemática A - classificada como facilitista pela Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) - registou-se uma subida de 0,6 valores. Num comunicado enviado às redações após o exame, a SPM disse que a prova era "pobre" e não avaliava "de forma equilibrada a aprendizagem prevista no currículo do ensino secundário nem valorizava adequadamente o trabalho desenvolvido pelos alunos e respetivos professores ao longo dos três anos do ensino secundário".

De acordo com o gráfico de distribuição de classificações, mais de 1200 alunos internos tiveram uma classificação superior a 19 na prova de Matemática A - e a taxa de reprovação passou de 14 para 12%.

Na disciplina de Português, a subida em relação ao ano de 2018 foi de 0,8 e houve cerca de mil estudantes internos com notas superiores a 18 valores. Desta forma, a percentagem de reprovações desceu de 6% para 4%.

A Física e Química, a média do exame desceu de 10,6 valores em 2018 para 10,0 valores, o que fez com que a taxa de reprovação passasse de 10 para 14%.

Registou-se, ainda, uma descida nas classificações médias das disciplinas de Filosofia - de 11,1 para 9,8 - e Geografia A - de 11,6 para 10,3.

Quanto a Biologia e Geologia, a terceira prova mais realizada no ensino secundário, registou-se uma ligeira descida na média do exame: de 10,9 para 10,7.

À exceção de Filosofia, Geografia A, Física e Química A e Latim A, a taxa de reprovação desceu na maioria das disciplinas sujeitas a exame nacional.

Avaliações da componente oral

De acordo com o documento enviado pelo Ministério da Educação, a avaliação da produção e interação orais dos exames nacionais de línguas estrangeiras envolveu cerca de 10700 avaliações da componente oral, nos quatro exames de línguas estrangeiras: 5500 a Inglês, 3150 a Espanhol, 1130 a Francês e 880 na disciplina de Alemão.

"Na avaliação da componente oral, estiveram envolvidos nos júris de classificação cerca de 3600 professores de línguas estrangeiras, cujo profissionalismo permitiu levar a cabo um processo de grande complexidade logística", destaca o Ministério.

Na primeira fase dos exames nacionais registaram-se 345 630 inscrições e foram realizadas 321 833 provas - menos 2767 do que no ano anterior -, o que corresponde a cerca de 93,11% das inscrições.

2018 marcado por descida

No ano passado, as médias dos exames nacionais de Português e Matemática A desceram na primeira fase das provas do ensino secundário. Enquanto a média de Português registou uma descida muito ligeira, de 11,1 para 11,0 este ano, na disciplina de Matemática A a descida foi mais acentuada: de 11,5 para 10,9, o que significou um aumento dos chumbos. Desta forma, a percentagem de reprovações dos alunos internos a Matemática subiu um ponto percentual de 13% para 14%.

Na disciplina de Física e Química, a média do exame nacional aumentou de 9,9 para 10,6, uma subida significativa, que fez com que a taxa de reprovação passasse de 14% para 10%. Ainda assim, o valor não chegou aos 11,1 de 2016.

Quanto a Biologia e Geologia, do 11º ano, houve uma subida de 10,3 no ano letivo de 2017 para 10,9 em 2018.

Já as melhores notas registaram-se nas disciplinas de Alemão (média de 14,1 valores) e Espanhol (14,0).

Em 2018, as disciplinas de História da Cultura e das Artes e História A foram as que apresentam pior média: a primeira 9,6 valores e a segunda 9,5.

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Nasceu em Cabo Verde (a 2 de maio de 1985), país que deixou aos 16 anos para jogar basquetebol no Barreirense. O talento levou-o até bem perto da NBA, mas foi em Espanha, Andorra e Itália que fez carreira antes de regressar ao Benfica para "festejar no fim". Internacional português desde os Sub-20, disse adeus há seleção há apenas uns meses, para se concentrar na carreira. Tem 34 anos e quer jogar mais três ou quatro ao mais alto nível.