Infarmed manda retirar máscara para pestanas 'Neon Eye Mascara' do mercado

Máscara da marca PaintGlow tem corantes não autorizados.

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) ordenou a retirada do mercado da máscara de pestanas 'Neon Eye Mascara', da marca PaintGlow, por ter corantes não autorizados, foi anunciado esta quinta-feira.

A medida surge depois de a autoridade competente alemã ter detetado a presença de corantes não autorizados (Solvent Yellow 172, CI 45161, CI 45174, CI 74260), bem como um teor superior à concentração permitida do conservante 'Butylparaben' no produto cosmético para pestanas, adianta o Infarmed num comunicado publicado no 'site' do Portal do Serviço Nacional de Saúde.

O Infarmed ordenou "a suspensão da comercialização e a retirada do mercado de todas as unidades da máscara de pestanas 'Neon Eye Mascara'".

A Autoridade Nacional do Medicamento apela às entidades que disponham de unidades deste produto para não as vender e que procedam à sua devolução.

Apela também aos consumidores que tenham este produto para não o utilizar.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?