Ativistas invadem espetáculo de golfinhos em zoo de Tenerife (vídeo)

Membros de grupo de defesa dos direitos dos animais saltaram para a água com cartazes a pedir o fecho do parque

Os turistas que enchiam a bancada do parque zoológico Loro Parque, em Tenerife, à espera do habitual espetáculo de golfinhos, foram este domingo surpreendidos com a entrada em cena de três ativistas, que mergulharam na água envergando cartazes contra a exploração dos animais neste tipo de espetáculos.

Os três elementos que invadiram o espetáculo pertencem ao grupo ativista internacional Vegan Strike Group, que faz ações de protesto contra o uso dos animais em espetáculos e a sua criação em cativeiro.

A intervenção dos ativistas foi vaiada por vários dos espetadores que aguardavam o início do show aquático, segundo informa o Diario de Avisos, de Tenerife. O protesto terminou sem incidentes de maior após a ação dos seguranças do recinto.

Esta não é a primeira vez que grupos ecologistas e de defesa dos animais pede o encerramento do parque, que é uma das principais atrações daquela ilha das Canárias, território espanhol.

Recentemente, o operador turístico internacional Thomas Cook anunciou que deixava de vender ingressos para o Loro Parque, por questões relacionadas com a exploração de animais, como golfinhos, orcas e leões marinhos.

Os ativistas do Vegan Stike Group já tinham realizado uma ação semelhante no Zoomarine de Albufeira, a 11 de agosto.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?