Como a falta de cacau após a II Guerra Mundial fez nascer o mais famoso creme de barrar do mundo

A Nutella estreou-se no mercado há 73 anos e fez com que a história da família Ferrero, responsável pela receita, se cruzasse com a história do chocolate. Esta terça-feira comemora-se o Dia mundial da Nutella.

Finda a II Guerra Mundial, a escassez de cacau empurrou o italiano Pietro Ferrero para uma receita nova: acrescentar avelãs, que abundavam, à receita de açúcar, ovos e chocolate. Nascia assim a Giandujot, Uma pasta dura que era fatiada e usada no pão.

Mais de uma década depois, num verão particularmente quente, a versão derretida e pronta a barrar agradou igualmente aos italianos. Nascia a Supercrema, versão mais próxima da Nutella que hoje é reconhecida nos cinco continentes. Acrescentando leite e óleo de palma.

Chegou a Portugal na década de 1990, cerca de 40 anos anos depois de ter sido criada pelo pasteleiro de Piemonte. Mas só em 1965, passou a ser comercializada no boião de vidro com que chegou até aos dias de hoje e iniciou o processo de exportação para o mundo inteiro.

Esta terça-feira comemora-se o Dia mundial da Nutella, uma proposta da blogger italiana Sara Rosso, que em 2007 pediu à empresa Ferrero para adotar o dia 5 de fevereiro como uma celebração do chocolate com avelãs.

Hoje, a empresa produz anualmente cerca de 350 mil toneladas do creme de chocolate e é responsável pelo consumo de 25% da produção anual de avelãs. Sendo que quem come mais Nutella são os franceses. Consomem 26% da produção mundial do creme.

Mas a história da Nutella não é apenas feita de sucessos. A última contorversia está relacionada com um dos ingredientes - o óleo de palma - que foi alvo de duras críticas da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos em 2016. A instituição europeia indicava num relatório que o óleo de palma gera mais contaminantes potencialmente carcinogénicos do que outros óleos vegetais, o que fez com que vários supermercados se recusassem a vender Nutella. Na altura a empresa defendeu publicamente a receita e inistiu que mudar de óleo de palma para óleo de girassol alteraria o sabor do chocolate e traria custos elevados para a marca.

No entanto, a marca recuperou da polémica e continuo sempre a ser alvo de manifestações de adoração em blogues, canais de YouTube e nas redes sociais. Em 2014, contaram-se 17 milhões de tweets com a palavra Nutella.

Para além das demonstrações virtuais, também os estabelecimentos que vendem comida com Nutella se forma multiplicando. Em Portugal, a primeira Nutelaria foi criada em Leiria, em 2014, mas não demorou até abrir noutros pontos do país.

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