Cérebro das mulheres é quatro anos mais jovem do que o do homens, diz estudo

Diferenças entre sexos dependem principalmente da intensidade e da rapidez com que os cérebros queimam o açúcar.

Uma equipa de cientistas dos Estados Unidos da América descobriu que o cérebro do sexo feminino é cerca de quatro anos mais jovem do que o do sexo masculino, no que diz respeito à forma como consome energia. De acordo o The Guardian, os investigadores acreditam que as mulheres saudáveis têm uma idade metabólica cerebral mais nova do que os homens da mesma faixa etária e que tal se verifica desde o início da idade adulta até à velhice.

"O metabolismo do cérebro muda com a idade, mas o que notamos é que boa parte da variação que vemos se deve às diferenças entre os sexos", disse Marcus Raichle, neurobiólogo da escola de medicina da Universidade de Washington em St. Louis, em entrevista ao The Guardian. "Se observarmos como o metabolismo cerebral prevê a idade de uma pessoa, as mulheres aparecem quatro anos mais jovens do que eles", remata.

Os investigadores recorreram a uma técnica de emissão de positrões para medir o fluxo de oxigénio e glicose no cérebro. Ao todo, foram analisadas 121 mulheres e 84 homens com idades compreendidas entre os 20 e os 82 anos.

Para a investigação, recorreram a um algoritmo de computador para prever as idades das pessoas com base no metabolismo cerebral para provar como este se diferenciava entre sexos. Contudo, enquanto o programa estimou as idades masculinas com precisão, julgou que os cérebros das mulheres eram, em média, 3,8 anos abaixo das suas idades reais.

E tudo dependia da intensidade e da rapidez com que os cérebros queimavam o açúcar.

"O grande mistério é o porquê", disse Raichle, e para isso a equipa por detrás desta descoberta ainda não tem respostas. Sabem, contudo, que a resposta vai além das diferenças hormonais, pois os resultados mantêm-se quando as mulheres entram na menopausa.

Mas Mani Goyal, autor do estudo e investigador no Instituto de Radiologia Mallinckrodt, alerta: o que esta investigação conclui não é que os cérebros dos homens estão a envelhecer mais rapidamente, mas sim que estes começam a vida adulta com o cérebro cerca de quatro anos mais velho do que o das mulheres "e isso persiste ao longo da vida".

Ainda que sem certeza do impacto que a descoberta possa ter na medicina, os cientistas norte-americanos acreditam que vem explicar mistérios como o facto de, tendencialmente, as mulheres se manterem mentalmente mais ativas até mais tarde.

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