Acha que automóveis autónomos são uma moda nova? Nem pensar nisso, a indústria automóvel anda a trabalhar nisso há décadas. Aliás, a GM anda a trabalhar nisso desde 1956, quando revelou ao mundo o Firebird II, um automóvel a jato que era capaz de andar sozinho e comunicar com outros carros..A década de 50 do século passado foi um período revolucionário, onde as agruras da Segunda Guerra Mundial ficaram esquecidas para dar lugar ao novo período de descoberta de novas tecnologias e da conquista espacial. Referências a aeronáutica e naves espaciais infetaram o inconsciente coletivo, deixando influências também na estética dos automóveis..A General Motors, proprietária de marcas como as americanas Chevrolet e Pontiac, ou as europeias Opel e Vauxhall, tinha o seu próprio espetáculo de divulgação nos anos 50, conhecido como Motorama. Para a edição de 1956, apresentou o concept car Firebird II..Do anterior Firebird I, guardava a turbina de gás originária da aviação, à época uma possibilidade real de evolução tecnológica para andar na estrada, mas que foi definitivamente abandonada nos anos 70. Mas não era tudo..O Firebird II também tinha elementos demasiado à frente para 1956, como faróis retráteis, indicadores de direção móveis, abertura magnética de porta, bagageira com controlo remoto ou bancos com ventilação. A informação relativa ao carro e à condução era visualizada num ecrã digital. E, finalmente, o carro podia circular sozinho, ligado via rádio a um cabo na estrada, enviando informação para outras viaturas nas redondezas..Obviamente, a tecnologia da época não era suficiente para permitir ao automóvel circular sozinho. Não havia informação digital com distribuição sem fios, e qualquer sistema de computador existente capaz de ler informação era grande demais para poder ser instalado num veículo (e não era muito rápido)..Por coincidência, foi precisamente em 1956 que o escritor de ficção científica Isaac Asimov inventou a palavra “microcomputador”, para descrever o tipo de processadores que facilitariam o uso caseiro de computadores, a partir de 1973.