TAP retoma voos para Guiné-Bissau dez meses depois de "grave quebra de segurança"

A TAP já assinou um protocolo que retomará o serviço aéreo Lisboa-Guiné Bissau. Os voos foram suspensos em dezembro passado, depois de terem embarcado no voo TP202, 74 refugiados Sírios com passaportes falsos.
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A retoma do serviço aéreo chega no dia 26 de outubro deste ano, dez meses depois da 'confusão' diplomática. Fernando Pinto diz, no entanto, que o protocolo de cooperação, formação e capacitação assinado entre os governos dos dois países irá garantir a segurança do serviço.

"Temos a certeza que teremos todas as condições de segurança nos voos", afirmou o presidente da TAP à margem do protocolo, assegurando que "teremos agentes do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) em todos os voos para verificar os passaportes".

Assim, diz o presidente "saberemos que essa verificação será feita".

No ano passado, a TAP suspendeu o serviço aéreo para a Guiné-Bissau, na quarta-feira 11 de dezembro, alegando que não existiam condições depois da "grave quebra de segurança" no voo TP202 que partiu de Bissau na noite de 10 de dezembro.

Naquele voo entraram 74 passageiros com passaportes falsos e, apesar de tanto a TAP como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras terem tido fortes indícios ainda à descolagem da existência de ilegalidades, a companhia foi pressionada para que o voo arrancasse.

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Os 74 passageiros, que mais tarde se descobriu serem refugiados da Síria, acabariam por aterrar no aeroporto da Portela.

À semelhança do protocolo agora assinado, também os serviços que até ali se realizavam estavam ao abrigo de um protocolo político. A TAP entendeu, pois, que tinha sido rompido o acordo por uma das partes. E, naquela altura não se antevia qualquer vontade de reabrir a rota.

A companhia aérea assegurava três voos semanais para a Guiné-Bissau, à segunda-feira, à quinta-feira e ao sábado.

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