Álvaro Siza

O que eu ando a ler

Álvaro Siza

Já vão distantes os tempos em que o arquitecto Álvaro Siza tinha tempo para ler. Fazia-o durante as viagens de eléctrico que lhe ocupavam várias horas a atravessar o Porto, no percurso entre refeições e as aulas do curso de Arquitectura: “Eu ia de manhã, voltava para almoçar, tornava e voltava para jantar e muitas vezes ainda ia trabalhar à noite e regressava. Sentava-me e lia o que aparecia e me interessava.” Hoje, sem tempo, o seu refúgio é na poesia porque é mais fácil encontrar as horas necessárias, mas confessa: “Leio muito menos do que gostaria de fazer.”