Zika pode alastrar na Europa nos meses quentes. Madeira é região de risco

Subida das temperaturas é favorável ao alastrar do vírus no continente europeu, informa a Organização Mundial de Saúde, que pede medidas às zonas de risco, nomeadamente o arquipélago português

O vírus zika, que provoca malformações severas em recém-nascidos, poderá alastrar na Europa à medida que o tempo fica mais quente, ainda que o risco se mantenha baixo, informou esta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Na primeira análise à ameaça que o vírus representa para o continente europeu, o gabinete da OMS na Europa esclarece que o risco é reduzido a moderado, mas sobe nas áreas onde o mosquito Aedes é mais comum, nomeadamente na Madeira e nos países na costa nordeste do Mar Negro. "Existe um risco de que o vírus zika alastre na região europeia e este risco varia de país para país", referiu Zsuzsanna Jakab, a diretora da OMS para a Europa. "Pedimos aos países com maior risco que reforcem as capacidades nacionais e deem prioridade às atividades que previnam um surto de zika", acrescentou a responsável.

O alastrar do vírus que começou no Brasil está a causar alarme global, já que os investigadores conseguiram entretanto estabelecer relação entre o zika e milhares de casos de malformações em recém-nascidos, nomeadamente microcefalia nas crianças cujas mães foram infetadas com o vírus durante a gravidez.

De acordo com a OMS, existe um forte consenso científico de que o zika pode causar igualmente síndroma de Guillain-Barre, uma doença neurológica rara que causa paralisia temporária em adultos. No passado mês de fevereiro, a OMS declarou o surto de vírus zika uma emergência de saúde pública, alertando para o alastrar "explosivo" da doença no continente americano.

O gabinete europeu da OMS vai reunir em Portugal, durante os dias 22, 23 e 24 de junho, um grupo de especialistas de saúde para discutir a ameaça que o vírus zika representa.

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