Testagem de alunos das escolas públicas arranca hoje

Este programa de testagem resulta de um protocolo entre a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas e a Associação Nacional das Farmácias.

Cerca de um milhão de estudantes das escolas públicas de todo o país vão poder ser testados a partir desta terça-feira através de um acordo entre os diretores escolares e as farmácias.

A decisão foi avançada à Lusa na semana passada pelo presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, que explicou que este projeto resultava de um protocolo entre a ANDAEP e a Associação Nacional das Farmácias (ANF).

"A iniciativa de testagem covid-19 arranca hoje", anunciam as duas entidades num comunicado conjunto enviado às redações, explicando que o objetivo é "garantir a segurança dos alunos durante o novo período letivo".

Depois da pausa letiva do Natal, as aulas presenciais recomeçaram uma semana mais tarde devido à evolução da pandemia de covid-19, altura em que começou também uma nova campanha de testagem à covid-19 de docentes e pessoal não docente nas escolas de todo o país.

Neste processo de testagem os alunos ficaram de fora, por decisão da Direção-Geral da Saúde (DGS). A Lusa questionou a DGS sobre os motivos da medida, mas não obteve qualquer resposta.

O programa agora organizado pela ANF e ANDAEP prevê que o serviço de testagem seja articulado localmente entre cada escola e as farmácias de proximidade, podendo a testagem ser realizada nas instalações da farmácia ou da escola.

Para o presidente da ANDAEP, a iniciativa "vai permitir que os alunos possam ser todos testados a custo zero para as famílias e para as escolas".

Filinto Lima acrescentou ainda que "os diretores não baixarão a guarda de exigência relativamente ao cumprimento das regras e observação das normas implementadas nas escolas públicas".

Também a ANF sublinhou que a medida vai permitir estender a testagem aos estudantes do ensino público de todo o país: "Trata-se de um programa flexível, porque será ajustável à realidade de cada localidade e concelho", sublinhou a presidente da ANF, Ema Paulino.

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