Taxa de mortalidade infantil em Portugal inferior à da União Europeia
Maria João Gala

Taxa de mortalidade infantil em Portugal inferior à da União Europeia

Em 2024, a mortalidade infantil por causas evitáveis aumentou para 2,3 óbitos por 1000 nados-vivos, sobretudo devido a condições perinatais, anomalias congénitase pneumonia.
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A taxa de mortalidade infantil foi de 2,8 óbitos por 1000 nados-vivos no triénio 2022-2024. Neste mesmo período, o número de mortes maternas foi de 55 óbitos. Segundo dados avançados esta quarta-feira, 11 de março, pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e que integram o Relatório Mortalidade fetal e Infantil 2022-2024, que sejá publicado ainda esta quarta-feira, a mortalidade fetal situou-se em 4,0 óbitos por 1000 nascimentos.

Um comunicado da DGS indica que este número de mortalidade fetal regista uma tendência de ligeiro aumento em 2024. Neste ano, a mortalidade infantil por causas evitáveis aumentou para 2,3 óbitos por 1000 nados-vivos, sobretudo devido a condições perinatais, anomalias congénitas do sistema circulatório e pneumonia.

Diz um comunicado da DGS que os 2,8 óbitos por 1000 nados-vivos, com a componente neonatal a representar a maior proporção, são um indicador que coloca Portugal com um desempenho melhor que a União Europeia, que está com uma média de 3,3 óbitos por 1000 nados-vivos.

Nestes três anos, o número de mortes maternas por 100.000 nados-vivos (rácio de mortes maternas, RMM) foi de 13,1 mortes, correspondendo a 55 óbitos.

Segundo os dados avançados pela DGS, 61,8% destas mortes maternas ocorreram em mulheres com idade igual ou superior a 35 anos, "refletindo aumento do risco com a idade". Já a mortalidade associada, principalmente, a distúrbios hipertensivos da gravidez, parto e puerpério representou 49,1%. Por outro lado, a mortalidade indireta, sobretudo ligada a doenças do aparelho circulatório, representou 50,9%. "Estes dados reforçam a necessidade de estratégias integradas de prevenção e cuidados diferenciados ao longo do continuum reprodutivo", conclui a DGS, que antecipa uma melhoria deste indicador em 2025 face os dados provisórios de que dispõe.

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