O presidente da Comarca da Madeira, Filipe Câmara, disse à agência Lusa que o homem com 45 anos que foi detido na sexta-feira por suspeita de ter ateado um incêndio em área florestal na Calheta, na zona oeste da Madeira, que se propagou ao município vizinho do Porto Moniz, na costa norte da ilha, está indiciado pela prática de um crime de incêndio florestal.."Ficou em prisão preventiva, substituído por internamento preventivo numa unidade de saúde mental", adiantou o responsável..Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) referiu que o suspeito foi detido "em flagrante delito"..Desde quarta-feira, 70 pessoas receberam assistência médica devido aos incêndios que continuam a lavrar na zona oeste e costa norte da Madeira..Em conferência de imprensa no Serviço Regional de Proteção Civil, no Funchal, às 15:30, Pedro Ramos disse que permanecem ativos fogos nos concelhos da Calheta (zona oeste) e Porto Moniz (costa norte), os mais afetados desde quarta-feira, bem como nos municípios da Ribeira Brava e Câmara de Lobos, também na zona oeste, que deflagraram esta noite..O governante atualizou também o número de pessoas que receberam assistência médica devido aos incêndios, que passou de 66 às 19:00 de sexta-feira para 70 às 12:00 de hoje, entre as quais cinco foram encaminhadas para o Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal..De acordo com Pedro Ramos, seis habitações foram afetadas pelas chamas no concelho da Calheta, sendo que duas estavam devolutas e quatro eram habitadas, cada uma por uma pessoa, havendo agora dois desalojados.