PGR instaura inquérito à morte de quatro idosos em lar de Estremoz
Um surto de doença respiratória num lar de idosos em Veiros, localidade do concelho de Estremoz, matou quatro pessoas desde o passado domingo, estando outras quatro hospitalizadas com sintomas da doença, o que levou a Procuradoria-Geral da República a anunciar nesta sexta-feira (25 de setembro) a instauração de um inquérito.
À Lusa, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central revelou que vinte e cinco utentes dos 28 utentes do lar tinham sintomas de gripe A. Porém, em dois dos mortos, apenas num deles foi confirmada a infeção pelo vírus, tendo o teste dado negativo no outro caso.
De acordo com a provedora da Santa Casa da Misericórdia de Veiros, Ermelinda Xarepe, os idosos que morreram tinham entre 89 e 94 anos. Falando aos jornalistas à porta do lar, a provedora confirmou que as vítimas mortais já tinham doenças prévias.
Num comunicado prévio lançado pela ULSAC, que gere o Hospital de Évora, pode ler-se que pelo menos sete pessoas tinham sido hospitalizadas com sintomas do surto. O número reduziu para cinco na quinta-feira e, numa atualização ao meio dia, tinha-se fixado nas quatro pessoas, tendo duas recebido alta mas uma outra dado entrada pelas 11h30 para observação neste hospital.
Ermelinda Xarepe admite que “ainda não foram feitos testes” para perceber quantos utentes é que têm gripe A ou se têm outra doença. “Tudo indica que sim, eles estão, porque estão constipados”, acrescentou.
No comunicado, a ULSAC tinha prometido continuar “a acompanhar a situação” e informado que visitou o lar na quinta-feira, onde pode confirmar que “estão a ser cumpridas as medidas de higienização, isolamento, e proteção individual.
“Foram fornecidas recomendações adicionais, adaptadas ao local, nas áreas onde se identificaram oportunidades de melhoria", acrescentam.
PGR instaura inquérito
Entretanto, a Procuradoria-Geral da República confirmou esta sexta-feira que foi instaurado um inquérito às mortes de quatro idosos, não tendo sido ainda constituídos arguidos.
"Confirma-se a instauração de inquérito. Até ao momento, não foram constituídos arguidos", indicou fonte da PGR à agência Lusa.

