O coronel Silva Sebastião, presidente da Câmara de Lisboa, em reunião com Spínola, referiu sobretudo o que considerou as mais importantes obras em curso projetadas, com especial destaque para o “eixo distribuidor” de
O coronel Silva Sebastião, presidente da Câmara de Lisboa, em reunião com Spínola, referiu sobretudo o que considerou as mais importantes obras em curso projetadas, com especial destaque para o “eixo distribuidor” de

Spínola nomeado vice-chefe do EMGFA

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Alerta , alerta: Spoiler! Isto acaba bem, com o 25 de Abril de 1974. Pelo caminho, fica a edição de Portugal e o Futuro, a tentativa de golpe do 16 de Março, o beija-mão dos generais a Américo Thomaz e Marcello Caetano, a demissão de Costa Gomes e António de Spínola e, finalmente, a madrugada da Revolução dos Cravos. Para já, fiquemos com a notícia do DN de 18 de janeiro de 1974. 

A abrir a cerimónia de indigitação do novo vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, e dirigindo-se ao nomeado general António de Spínola, o ministro Silva Cunha afirmou que quando aquele ilustre militar cessara as funções de governador e comandante-chefe na Guiné, no ato de posse do seu sucessor, general Bettencourt Rodrigues, tivera a ocasião de proferir palavras que lhe parecia oportuno recordar. Dissera então que o chefe militar de qualidades ímpares exerceu o seu comando por forma a impor-se ao respeito e admiração no seio das tropas que comandou, mas também de todos os portugueses, lembrando a propósito os termos do louvor em que se baseou a atribuição da Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, que consagrou a sua ação como chefe militar e a maneira como desempenhara as suas funções de governador e o impulso que deu à promoção social e desenvolvimento económicos da província. E concluirá afirmando que muito a pátria lhe devia, e certamente havia de continuar, a sua tradição de soldado de prestar relevantes serviços.

Falando a seguir, e depois de agradecer as palavras do ministro e a presença de camaradas e amigos, aos quais confirmou a sua determinação de, sempre firme e inflexível, servir os superiores interesses do país, o general António de Spínola disse: “Sou dos que sempre pensaram que a nação - consubstanciada na massa anónima do povo que a conforma - é o verdadeiro suporte das Forças Armadas, incutindo-lhes , como tal, um caráter de absoluta integração nos valores, porque a própria nação se define. Justamente por isso, não poderá consentir-se qualquer desvio na fidelidade à pureza do conceito eminentemente cívico que preside à instituição militar.”

Diário de Notícias
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