"Falhas gerais são cada vez mais frequentes", diz Joana Bordalo e Sá.
"Falhas gerais são cada vez mais frequentes", diz Joana Bordalo e Sá.Foto: Global Imgens/Arquivo

Sistema informático do SNS já funciona, mas “milhares de utentes ficaram sem consultas e medicamentos”, diz Fnam

Constrangimentos na data center da SPMS provocaram “apagão” no sistema informático do Serviço Nacional de Saúde esta manhã. Situação foi denunciada pela Federação Nacional dos Médicos. "Estas falhas gerais são cada vez mais comuns”, diz Joana Bordalo e Sá.
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O sistema informático do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que permite o acesso ao processo dos utentes e à prescrição médica esteve sem funcionar desde as 10h00 desta segunda-feira, dia 19, até, “sensivelmente às 12h30, embora ainda muito lento”, referiu ao DN a vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), Joana Bordalo e Sá.

A Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) confirma a situação, justificando que tal aconteceu por “constrangimentos no data center da SPMS”, mas que “o problema foi identificado de imediato e as equipas técnicas estão a trabalhar para a rápida reposição de serviços e sistemas de apoio ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Na resposta enviada ao DN, a SPMS assegura que “alguns dos sistemas informáticos de apoio aos centros de saúde e hospitais foram repostos pelas 12h00”.

Segundo referiu ao DN a dirigente sindical da Fnam, para quem está no terreno “foi mais uma manhã em que o SNS esteve durante 2h30m sem sistema informático em todo o país, sendo impossível aceder ao Registo Eletrónico do Utente. Ou seja, sem se conseguir abrir processos clínicos e sem conseguir emitir prescrição de medicamentos”.

Neste momento, a médica refere não saber ainda o impacto causado por esta paragem do sistema informático, que classifica como “obsoleto”, mas que, “certamente, milhares de utentes ficaram sem as suas consultas e sem as suas receitas”. Joana Bordalo e Sá reitera que “estas falhas gerais são cada vez mais frequentes. Estão a acontecer vezes suficientes e a afetar o funcionamento do SNS e a vida dos utentes”.

Por outro lado, alerta também, que “uma coisa são as falhas gerais, outra são as falhas parciais no dia a dia. Não conheço nenhum médico que consiga fazer uma manhã de consulta, num hospital ou num centro de saúde, sem ter de reiniciar o sistema informático várias vezes. Isto é tempo que se perde, consultas que ficam muito atrasadas com prejuízo para os utentes e familiares que os acompanham”.

Sobre o impacto no funcionamento do SNS, na resposta ao DN a SPMS nada refere.

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