O SIRESP está a pedir mais de 343 mil euros aos fornecedores por causa das falhas de serviço que aconteceram no dia do apagão de 28 de abril do ano passado. Mais de um ano depois do incidente que afetou a Península Ibérica, só agora foram fechadas as contas.Ministério da Administração Interna (MAI) disse que à SIC que as penalizações contratuais têm um valor global de 343.865,22 euros na sequência das falhas registadas no sistema de comunicações de emergência, "correspondendo 340.502,55€ à entidade fornecedora dos Lotes 2 e 3 (NOS) e 3.362,67€ à entidade fornecedora do Lote 6 (Moreme)"."Os referidos valores foram formalmente comunicados aos respetivos fornecedores, encontrando-se ainda em curso os procedimentos de conciliação dos valores calculados com alguns dos fornecedores. As penalizações apenas produzem efeitos financeiros após a conclusão dos processos de conciliação, sendo subsequentemente deduzidas à faturação dos fornecedores envolvidos", indicou o MAI.Fonte oficial do ministério disse à estação que "na sequência das anomalias registadas nos serviços prestados, no âmbito dos diferentes lotes do Concurso Limitado por Prévia Qualificação do sistema SIRESP, a SIRESP S.A. procedeu ao apuramento de penalidades contratuais junto dos respetivos fornecedores", frisando que “os referidos valores foram formalmente comunicados aos respetivos fornecedores, encontrando-se ainda em curso os procedimentos de conciliação dos mesmos".A esmagadora maior parte do valor está a ser imputada à NOS, responsável pelos serviços de transmissão por circuitos terrestres e os serviços de redundância de transmissão via satélite. Porém, a operadora esclarece que "presta à rede SIRESP serviços de transmissão terrestre e de redundância via satélite, ao abrigo de contratos celebrados, os quais foram integralmente cumpridos"."Enquanto prestador de serviços, a NOS não tem — nem nunca teve — qualquer intervenção no desenho, na arquitetura ou nas decisões operacionais da rede SIRESP. Essas responsabilidades são, exclusivamente, da SIRESP S.A., entidade gestora da rede", acrescentou."No que respeita os serviços prestados pela NOS, podemos afirmar que estes não foram a causa das falhas no SIRESP. E essa é a razão para a NOS não poder ser penalizada e não ter recebido qualquer penalidade ou comunicação formal de intenção nesse sentido", defende a empresa, que diz continuar "disponível para apresentar os dados técnicos que suportam esta posição às entidades competentes e para colaborar no cabal esclarecimento dos factos, bem como na melhoria da rede SIRESP".