Comprar terrenos para criar espaços empresariais e tecnológicos, parcerias com universidades, aposta no investimento no norte do concelho e avançar com investimentos em vias consideradas estruturantes.Estes são alguns dos objetivos apresentados pela Câmara Municipal de Sintra na proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) já aprovada – com os votos favoráveis do PSD, IL e Chega e contra do PS – e que irá em breve, segundo a autarquia, para consulta pública.Um primeiro passo para uma revisão do Plano – aprovado em 2019 e revisto em 2020 – que o presidente da câmara Marco Almeida (eleito pela coligação PPD/PSD, IL e PAN) diz querer finalizado antes de terminar o atual mandato em 2029. “Foi lançado no início do nosso mandato para que a sua concretização não fique na gaveta. Há prazos legais a respeitar, e vamos fazê-lo. A revisão não é apenas um documento, é a base para decisões que vão moldar Sintra durante as próximas décadas”, adiantou ao DN. Sendo que, no entanto, o documento terá de contar com a análise de terceiros como a Agência Portuguesa do Ambiente, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas.De acordo com o autarca, um dos objetivos desta revisão do Plano Diretor Municipal passa por “reorganizar o uso do solo, protegendo áreas críticas, melhorando a mobilidade” no concelho que, frise-se, é o segundo mais populoso do país, com cerca de 400 mil habitantes nas suas 15 freguesias, de acordo com os dados disponíveis no Pordata e referentes a 2025.Marco Almeida defende que esta revisão do PDM vai abrir “portas a mais casas e mais terrenos para indústria”. Além disso, pretende que este documento mostre uma aposta “em vias rodoviárias estruturantes, em espaços verdes e novos parques desportivos”. Refere ainda que a ideia passa por “isentar empresas que queiram apostar em Sintra. Vamos apostar na aquisição de terrenos para criarmos espaços empresariais e tecnológicos”.Segundo o presidente da câmara, a ideia de integrar empresas no concelho tem, igualmente, como objetivo que estas consigam gerar “emprego local, reduzir deslocações e fortalecer a economia” de Sintra.Aliás, um dos compromisso de Marco Almeida, quando tomou posse, foi o de “devolver Sintra aos sintrenses” e, para tentar cumprir essa ideia, diz querer mudar um PDM que “fecha as portas aos nossos jovens”.Uma das apostas desta revisão do Plano, que agora vai entrar em discussão pública, passa por um olhar para a zona norte do concelho. Uma estratégia que é explicada pelo facto de essa área ter “potencial de crescimento, disponibilidade de espaço e necessidade de reequilíbrio territorial”. “Apostar nessa zona permite descongestionar áreas já saturadas e distribuir melhor oportunidades e serviços”, defende, acrescentando um exemplo: “Não podemos olhar para Mafra e ver o desenvolvimento que ali acontece sem nada fazer.”A circulação rodoviária é outra das áreas onde a autarquia pretende intervir e, por isso, tem previsto “promover pontes rodoviárias entre o litoral e o interior e entre o norte e sul do concelho”, com o surgimento, por exemplo, da “circular a Poente ao Cacém, variante a Ranholas, ligação à EN 250-1 na Estrada do Telhal/Acesso A 16, via Saloia Montelavar–Stª Eulália, Via Saloia”..“Nos últimos quadros comunitários a península de Setúbal perdeu cerca de 4 mil milhões de euros”.Câmara de Sintra aumenta preços de estacionamento e estende zonas tarifadas às praias.Sintra. Subida de um para nove diretores municipais aprovada com votos a favor da coligação de direita