Rui Pinto vai sair do programa de proteção de testemunhas em outubro e deixará de beneficiar de várias medidas
Rui Pinto vai sair do programa de proteção de testemunhas já em outubro, deixando assim de beneficiar de várias medidas que lhe foram atribuídas há mais de seis anos, avança a SIC e o Público.
Uma dos benefícios que o pirata informático vai perder é a casa onde vive, em local secreto e com proteção policial, motivo pelo qual terá de arranjar nova habitação.
A sua integração no programa de proteção de testemunhas estava em vigor desde agosto de 2020, quando saiu da prisão e aceitou colaborar com as autoridades, e vai terminar a 10 de outubro.
A ordem para esta decisão foi tomada por unanimidade pelos membros da Comissão de Programas Especiais de Segurança, liderada por Orlando Romano, antigo diretor da Polícia Judiciária e diretor nacional da PSP. Na base da decisão terá estado a reavaliação do grau de risco de Rui Pinto, feita pelos serviços secretos.
Segundo a SIC, ainda não é certo que Rui Pinto venha a ficar também sem proteção policial. Entre as medidas que podem fazer parte do programa de segurança está, por exemplo, o fornecimento de documentos com identificação falsa, transporte gratuito e subsidio de subsistência.
Refira-se que, em abril, o pirata informático foi agredido durante uma saída, em Lisboa.
Rui Pinto foi condenado no primeiro caso ‘Football Leaks’, em setembro de 2023, a quatro anos de pena suspensa, por extorsão na forma tentada, violação de correspondência agravada e acesso ilegítimo.
Em novembro de 2023, foi também condenado a seis meses de prisão em França, igualmente com pena suspensa, por aceder ilegalmente a emails do Paris Saint-Germain.
Em abril de 2024, no entanto, foi absolvido no Juízo Central Criminal de Lisboa da prática de 241 crimes, num segundo julgamento relacionado com o 'Football Leaks', relacionado com acesso ilegítimo a emails do Benfica e outras organizações. Uma absolvição da qual o Benfica apresentou recurso esta semana para o Tribunal da Relação de Lisboa.

