Queriam viajar para Lisboa com testes falsos de covid mas foram detidos

Fonte da PJ de São Tomé diz que "outras pessoas envolvidas neste processo" estão igualmente sob custódia da polícia, sem no entanto avançar quantas e de que instituições.

Três cidadãos são-tomenses estão detidos desde sábado nas instalações da Polícia Judiciária em São Tomé, após terem tentado embarcar num voo para Lisboa com testes de covid-19 falsos, disse o diretor-adjunto da PJ.

"Foi uma operação conjunta da Polícia Judiciária, Ministério da Saúde e outros órgãos de segurança e foi no aeroporto que detetámos três certificados da covid-19 falsos", disse Avelino Espírito Santo.

O diretor-adjunto da Polícia Judiciária referiu ainda que os três cidadãos estão detidos "para procedimento judicial", sublinhando que dos três testes falsificados, dois foram feitos no principal hospital do país, Ayres Menezes e um terceiro feito no quartel general das Forças Armadas, onde estão instaladas equipamentos para testes PCR para viajantes.

O responsável da PJ explicou que a sua instituição já vinha "tendo conhecimento" da falsificação de testes para viajantes e os "indícios" no aeroporto confirmaram a fraude.

Yardlene Sequeira, responsável do laboratório da covid-19, disse à imprensa que a sua instituição foi "apanhada de surpresa", sublinhando que esses testes foram "emitidos com resultado positivo".

"O passageiro em causa confirmou que o seu teste era positivo, mas há um senhor [com o qual negociou], recebeu o teste e fez a adulteração", explicou.

A responsável adianta que o único laboratório creditado para "processar e emitir testes em São Tomé, tanto para os viajantes como para os pacientes, é o laboratório de referência da tuberculose".

"Quando fomos confrontados com os resultados, vimos que não tem nem o carimbo do laboratório nem a configuração de um resultado que emitimos", explicou, adiantando: "Tomámos conhecimento que esse resultado saiu do laboratório, mas do hospital central".

Fonte da PJ disse hoje à Lusa que "outras pessoas envolvidas neste processo" estão igualmente sob custódia da polícia, sem no entanto avançar quantas e de que instituições.

"Todos serão apresentados o mais tardar amanhã [esta terça-feira]" ao Ministério Publico "para os devidos efeitos", acrescentou.

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