PSP regista aumento "exponencial" de burlas com falsos funcionários bancários
Carlos Carneiro / Global Imagens

PSP regista aumento "exponencial" de burlas com falsos funcionários bancários

Criminosos recorrem a chamadas e SMS para convencer as vítimas a transferirem dinheiro para alegadas "contas de segurança", que não existem. Saiba como funciona a burla
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A Polícia de Segurança Pública (PSP) alertou esta sexta-feira (10 de julho) para o aumento das burlas em que os autores se fazem passar por funcionários bancários para convencer as vítimas a transferirem dinheiro para contas falsas. Segundo a força de segurança, só na passada segunda-feira, 7 de julho ,foram participadas 24 ocorrências deste tipo, um número que "evidencia um crescimento exponencial deste fenómeno criminal".

A PSP explica que estes esquemas recorrem frequentemente à técnica de spoofing, que "permite mascarar o número de telefone de origem, fazendo-o surgir no ecrã da vítima como pertencendo a uma instituição bancária legítima". Ainda assim, alerta que "têm também sido registados casos em que o primeiro contacto é feito a partir de números de telemóvel comuns, sem qualquer associação aparente às instituições bancárias".

No comunicado, a polícia refere que os burlões procuram criar um clima de confiança e urgência para levar as vítimas a agir sem confirmação prévia. Para isso, "utilizam vocabulário técnico bancário, simulam música de espera e fingem transferências entre departamentos para parecerem credíveis".

A força de segurança lembra que "não existem 'contas de segurança'" e sublinha que "nenhuma instituição bancária solicita transferências de dinheiro para outras contas com o pretexto de proteger o cliente".

Entre as recomendações deixadas aos cidadãos está a de "nunca" contactar os números indicados em mensagens SMS, devendo ser utilizados "sempre os contactos oficiais disponibilizados no site ou na aplicação do seu banco". A PSP aconselha ainda a "nunca" fornecer códigos, PIN ou outros dados confidenciais por telefone, recordando que "o banco nunca solicita estes dados por SMS ou chamada telefónica".

No final do comunicado, a polícia reforça "a importância da vigilância e da partilha desta informação junto de familiares e amigos, em particular pessoas mais vulneráveis a este tipo de esquemas, como idosos", apelando a que "qualquer situação suspeita seja reportada às autoridades".

Como funciona a burla

Falso alerta por SMS – A vítima recebe uma mensagem de texto, alegadamente enviada pelo seu banco, informando sobre "movimentações irregulares" ou uma "transferência suspeita" na sua conta.

Falsa urgência – A mensagem insta a vítima a contactar, com urgência, uma linha de apoio "24 horas", cujo número é fornecido no próprio SMS.

Manipulação telefónica – Ao ligar, a vítima é atendida por um suposto funcionário bancário que, com discurso calmo e aparentemente profissional, reforça a necessidade de agir rapidamente para "proteger" o saldo da conta, induzindo a vítima a transferir de imediato o dinheiro para uma alegada "conta de segurança" temporária, indicada pelo burlão.

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