Professores colocados longe de casa recorrem a atestados médicos

Colocados longe de casa no último concurso, centenas de professores estão a meter baixa

Centenas de professores dos quadros colocados longe de casa, na sequência das alterações introduzidas ao concurso de mobilidade interna pelo ministério de Educação, estão a pedir baixas médicas, deixando os alunos sem aulas e obrigando as escolas a contratar professores substitutos, noticia o Correio da Manhã.

Os professores "estão a passar um mau bocado, até em termos intelectuais e mentais, e por isso recorrem a atestados médicos", afirmou o presidente da Associação nacional de diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, citado por aquele diário, sublinhando que "não poder dizer que [os atestados] são falsos, uma vez que eles se aplicam quando há constrangimento físico, psicológico e social".

A situação está a obrigar inúmeras escolas a contratar outros professores, "o que demora sempre algum tempo", segundo Filinto Lima, que sublinha a "maior despesa para o Estado" que isso implica, bem como a falta de aulas para os alunos.

O CM diz ter questionado o ministério da Educação sobre o número de situações destas nas escolas do país, mas não obteve resposta.

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