Dezembro com menos casos mas mais mortes que em novembro

O Boletim da DGS regista ainda menos 56 internamentos e menos cinco pessoas nos cuidados intensivos.

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 7627 pessoas infetadas com covid-19, tendo-se registado mais 76 óbitos segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta quinta-feira (31 de dezembro).

O último dia do ano é o pior dia em número de novos casos, batendo os 7497 registados a 4 de novembro. No total, desde o início da pandemia, Portugal confirmou 413 678 casos positivos de covid-19 e 6906 mortes.

Comparando os números de novembro aos de dezembro, e quando ainda falta ter em conta os dados do dia 31 (só refletidos no boletim de dia 1 de janeiro), houve neste mês menos casos novos, mas mais mortes por covid-19.

Em novembro, foram registados mais 156 121 casos, enquanto que em dezembro houve registo de mais 113 216 casos. Em relação aos mortos, tinham sido 2033 no mês passado e as contas já indicam 2329 neste mês.

Menos internamentos

Nos hospitais portugueses há menos 56 pessoas internadas. São agora 2840 os doentes hospitalizados, sendo que 482 estão em cuidados intensivos, menos cinco do que ontem.

Há a registar 334 276 recuperados em Portugal, sendo que mais 3260 foram reportados no relatório da DGS e referem-se às últimas 24 horas. Há menos 2256 contactos em vigilância pelas autoridades, são agora 88 534.

No total há 72 496 casos ativos, mais 4291 do que no boletim de quarta-feira.

Em relação aos novos casos, é a região de Lisboa e Vale do Tejo aquela que apresenta mais (são 2801), seguindo-se do Norte (2588), do Cento (1415), do Alentejo (524) e do Algarve (219).

Contudo, em relação aos mortos, o número mais elevado situa-se a Norte (37), seguindo-se o Centro (16), Lisboa e Vale do Tejo (15) e Alentejo (7). Não há óbitos por covid-19 registados no Algarve.

Na Madeira há 44 novos casos e um morto, o 13.º neste arquipélago desde o início da pandemia. Já nos Açores foram contabilizados mais 36 casos.

Dos 76 óbitos registados no último boletim da DGS, 50 correspondem a doentes com mais de 80 anos. Há ainda 14 mortes na faixa etária dos 70 aos 79 anos, seis na dos 60 aos 69, quatro na dos 50 aos 59 anos. Há ainda um morto na faixa etária dos 40 aos 49 anos e outro na dos 30 aos 39 anos.

Noite de passagem de ano com recolher obrigatório às 23.00 em Portugal continental

No período da passagem de ano, devido à pandemia, é proibida a circulação entre concelhos e há recolher obrigatório às 23.00 de 31 de dezembro em todo o território continental, estando proibidos ajuntamentos na via pública e festas públicas.

Segundo as medidas do Governo para o período do Ano Novo, a circulação entre concelhos no território continental é proibida entre as 00.00 de 31 de dezembro e as 05.00 de 4 de janeiro de 2021, ou seja, entre quinta-feira e segunda-feira, "salvo por motivos de saúde, de urgência imperiosa ou outros especificamente previstos".

Quanto ao recolher obrigatório, em que é proibida a circulação na via pública, aplica-se a todo o território continental, no dia 31 de dezembro a partir das 23.00 e nos dias 1, 2 e 3 de janeiro a partir das 13.00 e até às 05:00 do dia seguinte.

Na quinta-feira, dia 31 de dezembro, noite de passagem de ano, "a partir das 23:00 e até às 05:00 de dia 01 de janeiro de 2021, é aplicável em todo o território nacional continental a proibição de circulação em espaços e vias públicas, ou em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas", de acordo com o decreto do Conselho de Ministros.

Para o período do Ano Novo estão "proibidas festas públicas ou abertas ao público" e, à semelhança do Natal, não são permitidos ajuntamentos na via pública com mais de seis pessoas.

Inicialmente, a 5 de dezembro, o Governo avançou que na noite de passagem de ano o recolher obrigatório seria às 02:00 e apenas para os concelhos considerados de risco extremo e muito elevado de transmissão do novo coronavírus, mas as medidas foram reavaliadas em 17 dezembro e sofreram um agravamento.

"Ao contrário do que tínhamos anunciado há 15 dias [...], temos de cortar totalmente as celebrações de Ano Novo", disse então o primeiro-ministro, António Costa, no final da reunião do Conselho de Ministros.

Com o alívio das restrições no Natal, o Governo decidiu "adotar medidas de máxima contenção" durante o período da passagem de ano, para evitar que o "risco acrescido" das celebrações natalícias se multiplique num crescimento exponencial da transmissão da covid-19.

Com a alteração dos horários de recolher obrigatório nos dias 31 de dezembro e 01 de janeiro, e no fim de semana de 2 e 3 de janeiro, também foram alterados os horários dos restaurantes.

Assim, em todo o território continental, no dia 31 de dezembro os restaurantes terão de encerrar até às 22.30 e nos dias 1, 2 e 3 de janeiro até às 13.00, "exceto para entregas ao domicílio".

Independentemente da lista de concelhos por nível de risco de transmissão da covid-19, em todo o território nacional continental, os estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços, inclusive supermercados, poderão estar abertos apenas entre as 08.00 e as 13.00 nos dias 1 a 3 de janeiro, ou seja, de sexta-feira a domingo.

Segundo a lista atualizada de níveis de risco, que vigorará até 7 de janeiro no âmbito do novo estado de emergência, existem 30 concelhos em risco extremo de contágio, 79 em risco muito elevado, 92 em risco elevado e 77 em risco moderado.

Medidas na Madeira e nos Açores

Na Madeira e nos Açores não são aplicadas as mesmas regras de Portugal continental, mas os Governos Regionais também decidiram aplicar mediadas especiais durante o Ano Novo.

Na Madeira, não são permitidas aglomerações de mais de cinco pessoas, é proibida a venda e o consumo de bebidas alcoólicas na via pública, exceto em esplanadas devidamente licenciadas, e os restaurantes só podem funcionar até às 23.00, mas estão excecionalmente autorizados a encerrar às 24:00 no dia 30 de dezembro e às 01:00 na noite de dia 31 de dezembro para 01 de janeiro.

A região terá, como habitualmente, o espetáculo de fogo-de-artifício de final do ano, tendo definido "bolsas" (zonas delimitadas" para um máximo de cinco pessoas em diferentes zonas de observação. Contudo, o Governo Regional apelou para que as pessoas vejam o espetáculo em casa, através da internet e da televisão.

Nos Açores, as medidas em vigor até 07 de janeiro determinam que todos os estabelecimentos de bebidas e similares, com espaços de dança, estão encerrados, e os bares e outros estabelecimentos de bebidas, com ou sem espetáculo e com ou sem serviço de esplanada, têm de encerrar até às 22:00.

China aprova primeira vacina para comercialização

As autoridades chinesas deram esta quinta-feira pela primeira vez luz verde à comercialização de uma das vacinas contra a covid-19 desenvolvidas no país, pela Sinopharm e a subsidiária Instituto de Produtos Biológicos de Pequim.

Ambas as empresas solicitaram à entidade reguladora chinesa, na quarta-feira, a aprovação da vacina, após terem informado que a eficácia é de 79,34%, de acordo com dados provisórios dos ensaios clínicos da fase 3.

Numa conferência de imprensa realizada esta quinta-feira em Pequim, o número dois entidade reguladora, Chen Shifei, explicou que a instituição concluiu que "os benefícios conhecidos e potenciais desta vacina superam os riscos conhecidos e potenciais" e que cumpre as normas estabelecidas para a aprovação condicional da comercialização.

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