Dia com 19 mortos. Internados voltam a baixar

De acordo com o boletim da DGS, houve mais 11 636 novos casos nas últimas 24 horas, sendo que 1560 doentes estão internados (menos 86), dos quais 106 em unidades de cuidados intensivos (mais 5).

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta segunda-feira indica que Portugal registou 11 636 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas.

O maior número de novas infeções foi registado em Lisboa e Vale do Tejo (3637), seguido pelo Centro (2574), Norte (2490), Açores (859), Alentejo (775) e Algarve (739).

O relatório indica ainda que foram declaradas 19 mortes, sendo que seis foram em Lisboa e Vale do Tejo, cinco no Norte, quatro no Algarve, três no Centro e uma na Madeira.

No que diz respeito a hospitais, há agora 1560 (menos 86 que no dia anterior), dos quais 106 em unidades de cuidados intensivos (menos 5 do que na véspera).

Há neste momento 468 534 casos ativos em Portugal (mais 2026 que no dia anterior). Há mais 9591 doentes recuperados e 448 694 contactos em vigilância (menos 10 640).

Fim do isolamento para contactos de alto risco de casos confirmados de covid-19

Quem é contacto de alto risco de casos confirmados de covid-19 já não vai ter de ficar em isolamento. É o que diz a atualização da norma 015/2020 da Direção-Geral da Saúde (DGS), que foi esta quarta-feira divulgada.

A atualização da norma "concretiza o fim da indicação de isolamento profilático dos contactos de alto risco de casos confirmados de covid-19", indica a autoridade nacional de saúde.

De acordo com a DGS, a norma 015/2020 e a norma 019/2020, também atualizada, "recomendam os contactos de alto risco a recorrer, preferencialmente, ao teste rápido de antigénio de uso profissional (TRAg)", sendo que "o primeiro deve ser realizado o mais precocemente possível após a data da última exposição ao caso confirmado e o segundo (após um primeiro teste negativo ou na ausência da realização do primeiro teste) entre o 3.º e o 5.º dia desde a data da última exposição ao caso confirmado".

Em comunicado, a DGS estabelece, por outro lado, "que os contactos de alto risco podem também realizar um autoteste, exceto em instituições de apoio ou acolhimento a populações mais vulneráveis".

"No caso de o resultado do autoteste ser positivo, deve ser feito um teste de confirmação por TAAN ou TRAg de uso profissional, preferencialmente, no prazo de 24 horas", lê-se na nota.

A DGS conclui referindo que "os diversos sistemas de informação serão adaptados, de forma faseada, até à próxima segunda-feira, dia 28 de fevereiro, entrando de imediato em funcionamento as medidas necessárias a garantir que apenas são colocados em isolamento, nomeadamente pelo SNS24, os utentes com teste positivo para covid-19".

"Long covid" atinge 10% a 20% dos infetados e é "imprevisível e debilitante"

Entre 10% a 20% das pessoas com covid-19 sofrem de sintomas após recuperarem da fase aguda da infeção, uma condição "imprevisível e debilitante" que afeta também a saúde mental, alertou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Embora os dados sejam escassos, estimativas recentes apontam que 10 a 20% das pessoas com covid-19 experimentam doença contínua durante semanas ou meses após a fase aguda da infeção", refere o Relatório Europeu da Saúde 2021 da OMS hoje divulgado.

Segundo o documento, esta condição clínica conhecida por "long covid" ocorre em pessoas com um historial de infeção pelo SARS-CoV-2 geralmente três meses a partir do início da covid-19, com sintomas que duram pelo menos dois meses, sendo a fadiga, a falta de ar e a disfunção cognitiva os mais comuns.

"A condição pós-covid-19 é imprevisível e debilitante e pode, posteriormente, levar a problemas de saúde mental, tais como ansiedade, depressão e sintomatologia pós-traumática", alerta o capítulo do relatório dedicado à pandemia.

De acordo com o documento da OMS Europa, o que influencia o desenvolvimento e gravidade do `long covid´ é, até agora, desconhecido, mas não parece estar correlacionado com a gravidade da infeção inicial por SARS-CoV-2 ou com a duração dos sintomas associados, sendo, porém, mais comum em pessoas que foram hospitalizadas.

"Espera-se que o número absoluto de casos aumente à medida que ocorrem novas ondas de infeção na região europeia e é necessária mais investigação e vigilância" a esta condição específica provocada pela covid-19, adianta ainda a OMS.

O relatório sobre a Saúde na Europa, que é publicado a cada três anos, refere ainda que as medidas de contenção da pandemia, como os confinamentos, "influenciaram negativamente os comportamentos de saúde" da população europeia.

Estas restrições tiveram impacto nos padrões de consumo de álcool, tabaco e de drogas em "partes significativas da população", registando-se também "um aumento do comportamento sedentário e alterações negativas" ao nível alimentar.

A OMS adianta também que o encerramento de escolas e universidades em diversos países, durante as fases mais críticas da pandemia, teve um "impacto no bem-estar mental" das crianças e adolescentes.

"Uma análise recente mostra um número significativo de crianças que sofrem de ansiedade, depressão, irritabilidade, desatenção, medo, tédio e distúrbios do sono", salienta a OMS, ao avançar que o encerramento de escolas durante os picos da pandemia em 2020 e 2021 tem provocado perdas na aprendizagem e perturbação no desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes.

"Os dados emergentes mostram perdas de aprendizagem correspondentes de um terço a um quinto de um ano letivo e foram reportadas mesmo em países com uma aplicação relativamente curta das medidas de saúde pública e sociais e o acesso generalizado à internet. Isto sugere que as crianças fizeram pouco ou nenhum progresso enquanto aprenderam em casa", sublinha a organização.

O relatório evidencia ainda que, devido à natureza do seu trabalho, os profissionais de saúde estão em maior risco de infeção por SARS-CoV-2 e a prevalência de infeção é ligeiramente maior entre os profissionais de saúde do que na população em geral.

"As estimativas atuais mostram que cerca de 10% dos profissionais de saúde foram infetados. Cerca de 50% destes eram enfermeiros e 25% eram médicos", adianta o documento.

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