26 867 é novo recorde de casos. Incidência e internamentos a subir

De acordo com o boletim da DGS, foram declarados 12 mortos em Portugal nas últimas 24 horas. Há agora 971 infetados internados (mais 35), dos quais 151 (menos um) em UCI. Incidência chega aos 923,4 casos por 100 mil habitantes.

Portugal registou esta quarta-feira um novo recorde de novos casos de covid-19 em 24 horas, atingindo as 26 867 infeções, depois de na terça-feira também ter sido batido o máximo do país com 17 172.

De acordo com o o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) foram declaradas 12 mortes por causa da doença, a maioria das quais em Lisboa e Vale do Tejo (5) e região Centro (3), tendo sido declarados dois óbitos no Algarve e um no Norte e outro na Madeira.

Há agora 971 infetados internados em hospitais (mais 35 do que na véspera), dos quais 151 (menos um) em unidades de cuidados intensivos.

No que diz respeito à distribuição de novas infeções pelo país, Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 11 958 casos, o Norte chegou aos 9069 e o Centro atingiu as 3384 infeções. A Madeira continua com um número alto de infeções, tendo chegado aos 771, seguindo-se o Algarve com 709 casos, o Alentejo com 700 e os Açores com 276.

A taxa de incidência da doença continua a subir, tendo chegado aos 923,4 casos de infeção por 100 mil habitantes em todo o território (era de 804,3 na anterior atualização) e de 927,6 no continente (era de 807,4).

O R(t) também subiu passando dos 1,23 para 1,29 no território nacional, enquanto no continente passou de 1,23 para 1,30.

Autoagendamento disponível para vacinação de crianças entre 5 e os 11 anos

A marcação para a toma da vacina contra a covid-19 para crianças entre os 5 e 11 anos está disponível, desde esta quarta-feira, através do portal do autoagendamento para o período de 6 a 9 de janeiro.

"Estes quatro dias são dedicados exclusivamente à vacinação pediátrica e antecipam a possibilidade de vacinação de crianças dos 5 e 6 anos", pode ler-se no comunicado divulgado pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Este será o segundo período destinado exclusivamente à vacinação de menores, depois de mais de 95 mil crianças entre os 9 e os 11 anos terem recebido a primeira dose da vacina pediátrica da Pfizer no fim de semana de 18 e 19 deste mês.

Segundo o planeamento da task force, a vacinação da segunda dose para as crianças abaixo dos 12 anos deverá acontecer entre os dias 5 de fevereiro e 13 de março.

A Direção-Geral da Saúde divulgou na terça-feira que "as pessoas com 40 ou mais anos, que foram vacinadas com a vacina da Janssen há 90 ou mais dias, já podem recorrer aos centros de vacinação em regime casa aberta".

Está também em funcionamento a modalidade "casa aberta" para reforço de vacinação de todas as pessoas com 60 ou mais anos contra a covid-19 e/ou contra a gripe, acrescenta.

As autoridades de saúde alertam os utentes que devem consultar os horários antes de se dirigirem a um centro de vacinação, lembrando que os períodos da tarde "têm geralmente menos afluência".

Afinal, mantém-se exigência de teste para eventos culturais até 2 de janeiro

A Direção-Geral da Saúde (DGS) esclareceu esta quarta-feira que se mantém a exigência de comprovativo de teste à covid-19 para acesso a eventos culturais, ou a realização de autoteste, até ao dia 02 de janeiro.

O esclarecimento da DGS surge depois de ter sido publicada na terça-feira uma atualização das orientações sobre eventos de grande dimensão e eventos de natureza cultural, que indicava que o acesso a eventos culturais poderia ser feito com teste negativo ou com certificado digital de vacinação.

No esclarecimento divulgado esta quarta-feira, a DGS justifica que a orientação, "por lapso", não estava atualizada nalguns pontos que clarificam as regras de acesso a estes eventos e que, entretanto, já foram substituídos.

"Entre os dias 25 de dezembro e 02 de janeiro, o acesso a eventos de natureza cultural implica a apresentação de um comprovativo de realização laboratorial de teste ou a realização de teste rápido de antigénio na modalidade de autoteste (colheita nasal)", explica a DGS.

Esta exigência de teste tinha sido aprovada na reunião do Conselho de Ministros da semana passada, em que foram alteradas as medidas no âmbito da situação de calamidade, introduzindo um conjunto de novas restrições.

A orientação atualizada na terça-feira pela DGS define as condições de caráter sanitário exigíveis para a realização de eventos de grande dimensão, eventos públicos ou eventos de massas, onde muitas pessoas estão juntas num só local, no mesmo período de tempo, incluindo concertos, conferências, eventos desportivos ou outros.

Consideram-se eventos de grande dimensão aqueles que reúnam ou possam reunir a partir de 5.000 pessoas em local aberto ou a partir de 1.000 pessoas em local fechado.

Neste documento, a autoridade de saúde recomenda "fortemente" que, no período de 25 de dezembro de 2021 a 09 de janeiro de 2022, estes eventos não se realizem. Para se realizarem, sugere que o organizador "solicite uma avaliação de risco completa em articulação com a autoridade de saúde territorialmente competente".

Segundo o documento, durante o período de 25 de dezembro a 02 de janeiro, são exigidos testes para acesso a eventos, designadamente de natureza familiar, incluindo casamentos e batizados, eventos de natureza corporativa, culturais ou desportivos. A DGS informa que pode ser usada igualmente a modalidade de autoteste.

A utilização adequada e permanente da máscara facial é igualmente obrigatória para acesso ou permanência em salas de espetáculos, de cinema, salas de congresso, recintos de eventos de natureza corporativa, recintos improvisados para eventos, designadamente culturais ou similares, e recintos para eventos de qualquer natureza e celebrações desportivas, designadamente em estádios.

"O horário de entrada para o evento deve ser alargado, de forma a evitar aglomerados de pessoas e filas de espera extensas, reduzindo e fracionando a afluência de espetadores até ao início do espetáculo", refere a DGS.

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