As zonas prioritárias de intervenção estão marcadas pelo tráfego e consumo de droga.
As zonas prioritárias de intervenção estão marcadas pelo tráfego e consumo de droga. Foto: D.R.

Porto põe em marcha plano de segurança nas zonas da Pasteleira, Fluvial e Aleixo

Projeto da Câmara do Porto e PSP, que já está no terreno, centra-se no reforço da segurança e policiamento de visibilidade, melhoria das condições do espaço público e resposta a problemas sociais.
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A Câmara Municipal do Porto e a Polícia de Segurança Pública (PSP) iniciaram, esta semana, um plano de reforço da intervenção conjunta na zonas da Pasteleira, Fluvial e Aleixo, marcadas pelo tráfico e consumo de droga.

Nestas três zonas de intervenção prioritária, a ação estará focada na segurança, proteção social, saúde, limpeza urbana e intervenção no espaço público, revelou esta sexta-feira, 18 de setembro, a autarquia liderada por Pedro Duarte.

Em comunicado, esclarece que "a iniciativa pretende reforçar a segurança e respetiva perceção de quem vive, trabalha e circula no território, através de maior coordenação na presença policial no terreno e uma resposta integrada às situações identificadas".

Para já, a ação estará centrada nas zonas da Pasteleira, Fluvial e Aleixo, onde "foram identificadas situações que justificam uma intervenção articulada, nomeadamente problemas relacionados com ocupações ou acampamentos improvisados e ilegais, acumulação de resíduos, degradação do espaço público e situações de vulnerabilidade social e de saúde".

Para mitigar estes problemas, a autarquia decidiu reforçar a segurança e o policiamento de visibilidade, melhorar as condições do espaço público e garantir que pessoas em situações de maior vulnerabilidade são acompanhadas e encaminhadas para respostas sociais, de saúde e de alojamento adequadas.

Uma das respostas sociais está já em funcionamento. A Câmara do Porto abriu, esta semana, o Centro Municipal de Pernoita do Porto, uma resposta social de baixo limiar, com capacidade de 120 camas, com possibilidade de realização de higiene pessoal e disponibilização de pequeno-almoço.

A intervenção será sujeita a regulares processos de avaliação dos resultados. Segundo explica a câmara, "a eficácia do plano será medida não apenas pela evolução e recorrência dos comportamentos ilícitos de ocupação e degradação do espaço público, mas também pela melhoria das condições do espaço público e pelo reforço do acesso das pessoas vulneráveis às respostas sociais, de saúde e alojamento".

Este plano de intervenção envolve o Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP), a Polícia Municipal, os serviços municipais de Coesão Social e Saúde, a Porto Ambiente e os serviços municipais responsáveis pelos espaços verdes e infraestruturas.

Para Pedro Duarte, a segurança exige uma intervenção próxima, e “não se resolve com uma intervenção isolada. É isso que estamos a fazer com este plano: reforçar a presença, recuperar o espaço público e garantir que quem vive nestas zonas pode fazê-lo com mais tranquilidade e segurança.”

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