Nos últimos cinco anos, tem vindo a crescer a tendência de apreensão de droga em Portugal, principalmente cocaína. O número de apreensões deste estupefaciente subiu 20,6% em 2025 e o volume da droga apreendida aumentou 11,4%, face a 2024, para um total de 25,6 toneladas. As autoridades assumem que isto traz desafios relacionados com a criminalidade violenta no país, mas afirmam que estão “proativas” neste combate.“O tráfico associado à cocaína é, por regra, um tráfico altamente organizado, controlado por organizações muitas vezes perigosas”, explicou Artur Vaz, diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE). Este responsável apresentou o relatório Combate ao Tráfico de Estupefacientes em Portugal (TCD) na sede da PJ, juntamente com outras entidades que atuam no combate ao tráfico de drogas.Nelson Ribeiro, intendente da Polícia de Segurança Pública (PSP), afirmou que é “cada vez maior” a violência associada a este tipo de crime. “Nós temos vindo a aperceber-nos, de facto, de que tende a surgir uma violência cada vez maior associada a este fenómeno, nomeadamente a luta pelo controlo do território”.A situação preocupa a PSP, porque gera insegurança na comunidade. “Há a insegurança que a droga gera, pela outra criminalidade que lhe está associada, e isto é uma realidade para a qual nós temos de olhar também com alguma preocupação”, refere.Ao mesmo tempo, explicou que há uma atenção especial a este tema. “As forças de segurança estão atentas. Destacaria a questão da partilha de informação como área fundamental para combater este tipo de fenómeno e os nossos cidadãos podem estar tranquilos quanto ao que faremos para o combater, permitindo que Portugal continue a ser um país seguro e tranquilo”, garantiu o intendente da PSP.Bruno Fernandes, da Guarda Nacional Republicana (GNR), destacou o empenho no combate. “Os cidadãos portugueses podem estar seguros, porque diariamente somos proativos para que isso aconteça, mantendo o nível histórico que temos. Como é sabido pelos órgãos de comunicação social, os confrontos que têm ocorrido têm sido com as forças de segurança ou entre os próprios grupos que se dedicam a esse tipo de atividade. Portanto, estamos empenhados diariamente para que os nossos cidadãos estejam em segurança”, destacou.O mesmo afirmou Artur Vaz. “Os cidadãos portugueses devem estar confiantes naquilo que são as forças e serviços de segurança (…) e não deve haver um sentimento de insegurança por parte das pessoas. É para isso que trabalhamos todos os dias”, disse. A outra preocupação assinada na conferência é o surgimento de drogas sintéticas cada vez mais potentes e “perigosas”, que representam um desafio às autoridades. amanda.lima@dn.pt.Apreensão de cocaína em Portugal aumenta 20% em 2025.PSP apreendeu mais de 6.470 quilos de droga e deteve 2.949 suspeitos em 2025