A reunião está marcada para iniciar às 08h00 e estender-se até às 20h00.
A reunião está marcada para iniciar às 08h00 e estender-se até às 20h00. Carlos Pimentel / Global Imagens

Plenário condiciona atendimento em Lojas do Cidadão e conservatórias esta sexta-feira

Alerta é do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado (STRN), que recebeu mais de três mil inscrições no plenário virtual.
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Lojas do Cidadão e conservatórias podem ter atendimento condicionado ou mesmo estarem de portas fechadas esta sexta-feira, 05 de junho. O alerta é do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado (STRN), que promove um plenário virtual, em antecedência à greve da próxima semana.

De acordo com comunicado enviado ao DN, o plenário já recebeu mais de três mil inscrições. "Já regista uma adesão extraordinária e deverá provocar constrangimentos e até o fecho dos Serviços Centrais, Conservatórias e Lojas de Cidadão", destaca a entidade sindical.

A reunião está marcada para iniciar às 08h00 e estender-se até às 20h00. Segundo o SRTN, será "uma mobilização sem precedentes no setor". Nesta reunião, os temas são os impactos previstos para os serviços, o esclarecimento das dúvidas dos trabalhadores e a preparação das formas de luta que poderão ser adotadas nos próximos dias.

A direção nacional do sindicato "sublinha que esta participação expressiva demonstra, de forma inequívoca, que os trabalhadores não aceitam mais adiamentos, indefinições ou promessas vazias". Uma greve geral está marcada para começar na segunda-feira, 08 de junho, estendendo-se até o dia 13 de junho.

O STRN acusa o Governo de "manter uma situação considerada ilegal, injusta e insustentável no setor dos registos". A estimativa é que faltam 279 conservadores de registos e 2 731 oficiais de fegistos, o equivalente, respetivamente, a 38% e 55% do efetivo necessário para o cumprimento do trabalho.

Outro dado é que aposentam-se, em média, 30 profissionais por mês, mas que não são substituídos. "O STRN alerta que esta falta de profissionais tem provocado atrasos significativos na disponibilização dos serviços no âmbito dos registos predial, comercial, automóvel e civil, bem como na nacionalidade, o que impacta direta e negativamente na vida dos cidadãos e na atividade das empresas", destaca em comunicado.

Recorda-se que o sindicato e o Ministério da Justiça estiveram em vias de fechar um acordo, em abril. Na altura, a direção nacional prolongou a negociação por dez dias e que o acordo estava por "0,49% ao ano". No entanto, a proposta não foi aceite pela pasta liderada por Rita Júdice, o que levou a decisão de avançar com a greve.

amanda.lima@dn.pt

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