Parque verde para a Feira Popular vai custar cinco milhões

Câmara diz que a reabilitação dos viadutos de Pedrouços deve ser "urgente e de fundo"

Na próxima quinta-feira, a Câmara de Lisboa vai apreciar a contratação de uma empreitada de 5,159 milhões de euros para construção do parque verde no qual vai nascer a nova Feira Popular, em Carnide, com um prazo de execução de cerca de oito meses. Em análise estará também uma empreitada de quase um milhão para a reabilitação dos viadutos de Pedrouços.

Na proposta que estará em apreciação nessa reunião privada, os vereadores Manuel Salgado (Obras Municipais) e José Sá Fernandes (Estrutura Verde) referem que o parque verde "deverá oferecer usos diversificados, contribuindo para a qualificação urbana e paisagística desta zona de Lisboa através de um adequado funcionamento dos sistemas naturais e de uma gestão conducente a uma evolução sustentada e enquadrada pelo uso otimizado dos recursos".

Acresce que, "com a implementação da Feira Popular, este espaço virá a constituir um polo de atração e diversão para um público mais alargado, com inegável importância na competitividade de Lisboa como destino turístico nacional e internacional", sublinham os autarcas. Para os vereadores, o parque verde deverá, assim, "assumir um papel relevante a nível do funcionamento dos sistemas naturais, nomeadamente no que se refere às funções hidrológicas, recuperação da qualidade do solo, implantação de estrutura verde, cuja evolução seja consistente com os objetivos do projeto a curto e longo prazo".

Em termos sociais, o facto de estar inserido numa área urbana cria "oportunidades de lazer e recreio informal, nomeadamente a expansão e continuidade com os sistemas de mobilidade suave já parcialmente implementados ao longo da zona noroeste da cidade de Lisboa, tal como a pista ciclável entre a zona da Pontinha e o Bairro Padre Cruz".

Na reunião privada, os vereadores vão ainda apreciar a contratação de uma empreitada, no valor de 998 284,68 euros, para a reabilitação dos viadutos de Pedrouços, localizados em Belém, numa intervenção que deverá ser "urgente e de fundo". Segundo a proposta, "no decurso das inspeções principais realizadas aos viadutos de Pedrouços, inseridas no programa de inspeções periódicas levadas a cabo pela Câmara de Lisboa, surgiu a necessidade de se proceder a um estudo de reabilitação geral das respetivas estruturas".

Verificou-se, então, "ser fundamental proceder a uma intervenção urgente e de fundo aos referidos viadutos, a fim de cumprir os necessários requisitos de segurança regulamentares atuais", acrescenta a autarquia. O prazo varia entre um mínimo de 240 dias e um máximo de 300 dias.

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