Ordem dos Médicos defende prioridade na substituição da administração do Amadora-Sintra

Ordem dos Médicos defende prioridade na substituição da administração do Amadora-Sintra

Ordem dos Médicos alerta que a liderança da instituição está fragilizada, comprometendo os cuidados de saúde.
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A Ordem dos Médicos defendeu esta quinta-feira, 8 de janeiro, que a substituição da administração da ULS Amadora-Sintra devia ser prioridade em relação a outros hospitais sem situações críticas, alertando que a liderança da instituição está fragilizada, comprometendo os cuidados de saúde.

“A liderança fragilizada, desde a demissão [do presidente do Conselho de Administração, Carlos Sá, em novembro], compromete a organização hospitalar e a capacidade de contingência durante períodos críticos, como o pico da gripe e as temperaturas baixas”, alertou o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, em declarações à agência Lusa.

O bastonário defendeu que, em vez de o Governo priorizar a substituição do Conselho de Administração desta instituição, está a proceder “a um conjunto de substituições de Conselhos de Administração no país, onde as ULS ou os próprios hospitais não demonstram a dificuldade que a ULS Amadora-Sintra está a demonstrar”.

No seu entender, esta decisão deve ser prioritária, porque se trata de “uma situação verdadeiramente emergente”, uma vez que a ULS deve garantir uma resposta eficaz e contar com uma liderança forte, algo que, “neste momento, não existe”.

“O Conselho de Administração não tem condições para funcionar, já que os poucos membros restantes não dispõem da autoridade nem dos instrumentos necessários para gerir a unidade”, lamentou, defendendo que a Direção Executiva do SNS deveria ter procedido à sua substituição antes deste “período de maior tensão” para poder “dar estabilidade ao hospital”.

Neste momento, lamentou Carlos Cortes, “o que está a ser feito na ULS Amadora-Sintra é prejudicar a resposta do hospital e a resposta dos cuidados de saúde primários (…) aos doentes”.

Para o bastonário, esta situação “é absolutamente insustentável” e apela “a uma solução rápida, célebre, obviamente, bem tomada”, para resolver “o ponto mais crítico” do país neste momento em termos hospitalares.

“Compreendo que os profissionais de saúde, nomeadamente a direção clínica da ULS, não sinta que tenha neste momento condições para poder continuar a exercer o seu trabalho numa situação de enorme instabilidade, de incógnita sobre aquilo que vai acontecer”, lamentou.

Desde a demissão de Carlos Sá em novembro de 2025, após uma falha na comunicação sobre o caso de uma grávida que morreu, seguiram-se várias demissões, entre as quais da diretora clínica hospitalar, Diana Sousa Mendes, do chefe e do subchefe da Urgência Geral e da enfermeira diretora, Luísa Ximenes.

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Devido à falta de médicos para assegurar as escalas no serviço de urgência geral, o hospital Amadora‑Sintra tem enfrentado tempos de espera muito prolongados, chegando a atingir cerca de 20 horas para doentes urgentes.

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