O diretor clínico dos Cuidados de Saúde Primários da ULS Amadora-Sintra, que acumulava funções nos Cuidados de Saúde Hospitalares, renunciou a estas funções transitórias e os adjuntos também se demitiram dos cargos, segundo o Conselho de Administração (CA).Num email enviado esta quarta-feira, 7 de janeiro, a todos os profissionais da ULS, a que a agência Lusa teve acesso, o CA comunica que o médico Mário Rui Machado Cruz renunciou "ao exercício cumulativo e transitório das funções executivas de diretor clínico para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares".Segundo o CA, o responsável manter-se-á "no pleno exercício das suas funções, enquanto diretor Clínico para a área dos Cuidados de Saúde Primários, nos termos da respetiva nomeação ministerial".Informa ainda que os adjuntos da direção clínica para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares - os médicos João Tiago Serra, José Marcus Eulálio, Catarina Luís e Tereza Diniz da Costa — também apresentaram renúncia às respetivas funções, decisão que foi formalmente comunicada ao Conselho de Administração..Sandra Cavaca deve assumir administração da ULS Amadora-Sintra e ex-presidente da AIMA deve voltar à SPMS. Na mensagem enviada aos profissionais, o CA afirma que "não pode deixar de reconhecer que o atual contexto institucional, igualmente marcado pela demissão da anterior diretora clínica para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares e pela cessação de funções do seu presidente, gera natural desconforto e acrescidos constrangimentos na gestão e no normal funcionamento da organização"."Ainda assim, este órgão tem-se mantido plenamente empenhado no exercício das suas responsabilidades, no estrito respeito pelas suas competências e deveres institucionais", salienta.Por determinação do Conselho de Administração, afirma, "e no superior interesse público da continuidade, segurança e qualidade da prestação de cuidados de saúde", estes profissionais vão manter-se em funções até à sua efetiva substituição e à definição da solução organizacional que venha a ser determinada..Sindicato revela demissão no Amadora-Sintra devido a "situação crítica" nas urgências. Sublinha ainda que está "a acompanhar de forma próxima esta situação" e que "tem estado a desenvolver, com caráter de urgência e dentro das atuais condicionantes — que igualmente o afetam —, as diligências necessárias de modo a assegurar o regular funcionamento da atividade assistencial hospitalar".O Conselho de Administração agradece a todos os profissionais o seu empenho, profissionalismo e sentido de responsabilidade, reiterando o seu compromisso com a estabilidade institucional, a segurança dos cuidados e o apoio permanente às equipas dentro do atual contexto.O presidente da ULS Amadora-Sintra, Carlos Sá, foi nomeado para o cargo em março de 2025, mas demitiu-se no início de novembro de 2025, na sequência de um caso que envolveu a morte de uma grávida, e ainda não foi substituído..Hospital Amadora-Sintra alerta para erros na página do SNS sobre tempos médios de espera nas urgências