Onze meios aéreos e 320 operacionais combatem fogo com três frentes na Guarda
PEDRO SARMENTO COSTA / Lusa

Onze meios aéreos e 320 operacionais combatem fogo com três frentes na Guarda

Cinco bombeiros sofreram ferimentos ligeiros na noite de segunda-feira enquanto combatiam as chamas.
Publicado a
Atualizado a

O incêndio em Rochoso, Guarda, que começou às 13:51 de segunda-feira, tem três frentes ativas na manhã desta terça-feira, 28 de julho, que estão a ser combatidas por 320 operacionais, 90 viaturas e 11 meios aéreos, disse a Proteção Civil.

“A frente mais ativa está a evoluir para a localidade de Cabreira, no concelho de Almeida, mas os homens no terreno estão a fazer um trabalho eficaz. O combate também está a decorrer bem na zona da Castanheira, no concelho da Guarda”, adiantou à agência Lusa o segundo-comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela.

Marco Lucas acrescentou que “mais difícil está a ser o combate na zona da Rabaça, também no concelho da Guarda, onde o fogo progride em zonas de difícil acesso”.

“Esperamos que o reforço de meios aéreos possa ajudar a controlar a situação nesta frente”.

O segundo-comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela disse ainda que não há estimativa da área ardida e que não há habitações ou povoações ameaçadas.

O vento vai aumentar nas próximas horas e isso pode dificultar o combate, sobretudo na zona da Rabaça. Mas estamos a contar que a intervenção dos meios aéreos seja decisiva”, afirmou.

O fogo deflagrou ao princípio da tarde de segunda-feira na União de Freguesias de Rochoso e Monte Margarida, no limite do concelho da Guarda com os municípios de Almeida e Sabugal.

O alerta para a ocorrência foi dado pelas 13:51, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Segundo fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, cinco bombeiros sofreram ferimentos ligeiros na noite de segunda-feira enquanto combatiam as chamas.

Já o fogo florestal em Penafiel, no Porto, que começou na segunda-feira, entrou em resolução cerca das 07:00, de acordo com a proteção civil.

Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse na segunda-feira à noite que alguns animais ficaram feridos, entre cães e equídeos, na localidade de Luzim, no concelho de Penafiel.

Às 07:30 mantinham-se no local 208 operacionais e 69 veículos.

Portugal continental em perigo máximo ou muito elevado

Portugal continental volta a enfrentar esta terça-feira um perigo máximo ou muito elevado de incêndio, com apenas a Grande Lisboa, a Península de Setúbal e alguns concelhos entre o Porto e Aveiro com um risco menor.

Todos os distritos do norte e centro de Portugal continental e ainda Beja e Faro estão em perigo máximo de incêndio, estando o resto do território com perigo muito elevado.

Alguns concelhos litorais apresentam um perigo moderado ou elevado, nomeadamente nas regiões de Lisboa e Setúbal.

O perigo de incêndio deverá manter-se alto ao longo da semana, de acordo com a previsão do IPMA.

Todos os distritos, com exceção de Faro, estão esta terça com aviso amarelo devido ao calor, com as temperaturas máximas a chegarem aos 40 graus celsius Beja e Évora, enquanto em Lisboa vai chegar aos 35 graus e o Porto aos 26 graus.

O aviso amarelo, o menos grave, é emitido quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para esta terça a descida da temperatura máxima no litoral a norte do Cabo Raso, sendo acentuada no litoral Norte, e pequena subida no interior Norte e Centro.

Onze meios aéreos e 320 operacionais combatem fogo com três frentes na Guarda
Nova onda de calor não dá tréguas aos incêndios em Espanha e França
Diário de Notícias
www.dn.pt