É preciso garantir que terapêuticas cheguem mais rápido aos doentes portugueses.
É preciso garantir que terapêuticas cheguem mais rápido aos doentes portugueses. Arquivo DN

Oncologistas querem debate urgente com governantes para novas terapias chegarem mais rápido aos portugueses

Sociedade Portuguesa de Oncologia propõe debate público entre decisores políticos, especialistas e instituições para otimizar a integração dos tratamentos recentemente descobertos nos protocolos nacionais e acelerar o seu acesso aos doentes.
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As descobertas recentemente anunciadas para tratamento do cancro do pescoço e do cérebro, bem como do pâncreas, vieram dar novas esperanças a quem sofre da doença. E, em comunicado lançado esta tarde de quinta-feira, dia 11, a Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) lança um desafio aos governantes, aos especialistas e às instituições: a realização de um debate político com o objetivo de refletir sobre “a integração das inovações na prática oncológica nacional e a urgência de otimizar os processos de acesso para os doentes portugueses”. Esta discussão é tanto mais importante dada “a evolução recente do panorama científico e terapêutico em Oncologia”.

A SPO considera ser “fundamental analisar a adequação das novas estratégias terapêuticas à realidade nacional, nomeadamente à luz de evidência recente que aponta para discrepâncias relevantes nos processos e tempos de aprovação em Portugal, quando comparado com outros países europeus”, justifica no mesmo comunicado.

Os especialistas assumem mesmo ser também importante “discutir os constrangimentos atualmente existentes na operacionalização de mecanismos de acesso precoce, designadamente através de Programas de Acesso Precoce e regimes de utilização compassiva, que continuam a limitar o acesso atempado dos doentes a terapêuticas inovadoras potencialmente transformadoras”.

Por outro lado, e para não haver dúvidas ou serem criadas falsas expectativas nos doentes e na restante sociedade civil, a SPO defende que seja assegurada “uma comunicação responsável e rigorosa junto destes”, devendo a “divulgação de avanços científicos ser devidamente enquadrada, evitando a criação de expectativas desajustadas quanto à disponibilidade, eficácia e acessibilidade dessas terapêuticas no contexto nacional”.

A Sociedade de Oncologia finaliza a sua nota referindo estar “convicta de que este debate poderá contribuir para uma reflexão estruturada e multidisciplinar, favorecendo a identificação de soluções concretas que promovam simultaneamente o rigor científico, a equidade no acesso e a transparência na comunicação em Oncologia em Portugal”.

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