"Olá, tio!". Menina liga para 112 e denuncia agressor sexual em código
D.R.

"Olá, tio!". Menina liga para 112 e denuncia agressor sexual em código

A menor estava num carro e fingiu estar a ligar para o tio para não levantar suspeitas, queixando-se de que o condutor, conhecido da mãe, estaria a ter comportamentos abusivos, que a assustaram.
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Uma menina de 12 anos ligou para o 112 para, em código, alertar as autoridades de que estaria a ser vítima de uma tentativa de abuso sexual.

No início da madrugada de 2 de maio, pelas 1h35, a Central Sul do 112 (COSUL) da Polícia de Segurança Pública (PSP) recebeu uma chamada e, do lado de lá, a rapariga começou por dizer: "Olá, tio".

O agente da PSP atendeu a chamada e percebeu que a criança poderia estar em perigo. A menor estava num carro e fingiu estar a ligar para o tio para não levantar suspeitas, queixando-se de que o condutor, conhecido da mãe, estaria a ter comportamentos abusivos, que a assustaram.

Após o agente explicar à menor que não era o tio, ela respondeu: "Sim, eu sei tio, estou a ir para casa agora e estou com a minha mãe no carro".

O diretor operacional do serviço 112 da PSP, superintendente Carlos Martins, contou à SIC Notícias que a rapariga "insistiu que sabia e que queria falar com o tio".

"A partir desse momento desenrolou-se uma conversa, [com o] operador a perceber que alguma coisa se passava e manteve a conversa com a menor", detalhou.

Quando o agente percebeu que se tratava de um pedido de ajuda, continuou a conversa, tendo feito perguntas como se se tratasse de uma conversa normal, conseguindo apurar que a menor estava no carro com a mãe a dormir e o irmão bebé.

Durante a conversa telefónica, de cerca de 14 minutos, o agente detetou a morada para onde o veículo se dirigia e mobilizou os colegas para o local, tendo a polícia intercetado a viatura e identificado o condutor.

A mãe da menor apresentou queixa por tentativa de abuso sexual.

Embora o episódio tenha acontecido há mais de um mês, só agora foi tornado público, através do Correio da Manhã.

O agente que atendeu a chamada recebeu um louvor por parte da direção nacional da PSP.

O processo está agora nas mãos do Ministério Público.

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