Momento da prisão do suspeito de cometer o crime.
Momento da prisão do suspeito de cometer o crime.Foto: DR

O que se sabe sobre o jovem português assassinado na Albânia

O suspeito pela morte tentou fugir, mas foi preso pelas autoridades albanesas.
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O que era para ser uns dias de férias na Riviera Albanesa acabou por se transformar num fim trágico para o jovem Luís Miguel Varela Mendes, de 20 anos. O português foi assassinado com golpes de faca na vila costeira de Ksamil, a cerca de 3h30 da capital, Tirana. De acordo com a imprensa albanesa, o jovem viajou com um grupo de turistas portugueses e franceses e foi morto na madrugada de terça-feira.

O caso tem mobilizado as autoridades da Albânia, que realizam uma nova operação policial esta quinta-feira, 20 de agosto. Os agentes encetaram várias buscas à procura dos proprietários do bar "Principote", onde começou a discussão entre os envolvidos. O proprietário do estabelecimento é suspeito de omissão de socorro.

Ao todo, 40 pessoas foram ouvidas pela polícia e 11 foram detidas, por suspeitas relacionadas com o crime, desde o homicídio até à omissão de socorro. Um deles é suspeito de ter cometido o assassinato do jovem. Trata-se de um homem de nacionalidade turca chamado Sokrat Lipan, também conhecido como Sokrat Vata.

O indivíduo foi detido na bagageira de um veículo quando tentava fugir na região de Fier. "Este cidadão viajava no porta-malas de um veículo conduzido pelo cidadão EP, de 31 anos, e pelo passageiro cidadão NM, de 38 anos, ambos com cidadania turca, que conheciam o autor do crime e o esconderam no carro com a intenção de transportá-lo para Tirana", lê-se no comunicado da polícia albanesa.

Outro dos detidos é um funcionário da Polícia Municipal de Gjirokastër, que trabalhava como segurança no estabelecimento e "não interveio para impedir o incidente", explica a polícia. Duas pessoas continuam foragidas: o proprietário do bar e um homem suspeito de ter agredido Luís Miguel Varela Mendes com um soco.

De acordo com vários jornais albaneses, que têm dado amplo destaque ao caso, o incidente começou depois de o jovem português ter tentado separar uma confusão alegadamente originada por um assédio a uma rapariga no interior do bar. No entanto, os investigadores ainda não divulgaram publicamente o que motivou o crime.

O corpo do português foi encontrado durante a manhã, numa espreguiçadeira no bar de praia Paradise. O DN questionou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) sobre o acompanhamento do caso, mas ainda não obteve resposta.

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