Elétrico T1 de 1901.
Elétrico T1 de 1901.Carris

O passado voltou a rolar em Lisboa: clássicos da Carris passearam-se nas Festas da Cidade (com vídeo)

Desfile histórico de elétricos e autocarros antigos cruzou o Terreiro do Paço e a zona ribeirinha reviveu memórias do transporte da capital.
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Lisboa vestiu-se de nostalgia este sábado, 6 de junho de 2026, com o regresso do emblemático Desfile de Clássicos do Museu da Carris. Integrado na programação oficial das Festas de Lisboa, o evento transformou algumas artérias da capital num museu em movimento, atraindo centenas de entusiastas, turistas e curiosos que se juntaram para ver passar a história sobre carris e rodas.

Com partidas agendadas da Estação de Santo Amaro (às 10h30 e às 16h00) rumo à Praça da Figueira, o desfile teve um dos seus pontos altos na passagem pela imponente Praça do Comércio (Terreiro do Paço). Sob um limpo céu azul, o público assistiu com entusiasmo a um desfile cronológico da mobilidade lisboeta, registando o momento em molduras fotográficas e vídeos digitais.

Na linha da frente, a tração elétrica espalhou charme com a presença de veteranos sobreviventes do início do século XX. Entre os destaques estiveram o elétrico aberto nº 283, os clássicos amarelos encerrados n.º 444, n.º 535, n.º 330, n.º 508 e o n.º 802 (assinalado como viatura de "Aluguer"), além de um exemplar histórico pintado de vermelho.

Segundo a própria Carris, não faltou também o icónico "Caixote" n.º 741 – com a mítica indicação de destino "Estrela - P. Real" – e o original elétrico panorâmico n.º 745, famoso pelo seu revestimento em cortiça. Das janelas e das plataformas abertas, os passageiros acenavam alegremente a quem assistia do passeio.

O desfile completou-se com a passagem das glórias do transporte rodoviário. O público pôde ver passar o elegante autocarro verde e branco n.º 76 (com destino a Benfica), seguido de perto pelo histórico veículo de dois pisos AEC n.º 217 (de 1952), que ostentava a rota do "Campo Pequeno". A fechar a comitiva dos antigos, o incontornável "laranjinha" Volvo B59 n.º 1001 (de 1975) reavivou memórias da linha de Chelas, estabelecendo a ponte com o presente da Carris, timbrado no final do cortejo pela passagem de um dos modernos minibuses elétricos Karsan, que servem atualmente as colinas de Lisboa.

Para quem quis fazer parte desta viagem no tempo a partir do interior dos veículos, os bilhetes online esgotaram rapidamente na plataforma BOL.

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