Novos casos por 100 mil habitantes, Rt e internados em UCI em tendência crescente

372 casos por 100 mil habitantes, R(t) de 1,12 a nível nacional e 1,24 no Norte e Unidades de Cuidados Intensivos com internamentos que correspondem a 72% o valor crítico definido de 245 camas ocupadas

O número de novos casos de infeção por covid-19 por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, e o valor do R(t) estão com uma tendência crescente a nível nacional, revela o o mais recente relatório da DGS e do INSA com a monitorização das linhas vermelhas.

O número de casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias foi de 372 casos, ao passo que o valor do R(t) apresenta valores superiores a 1 ao nível nacional (1,12), sendo que essa tendência crescente é mais acentuada nas regiões Norte e Algarve, que apresentam um R(t) de 1,24 e 1,15, respetivamente.

O relatório indica que o limiar de 240 casos por 100 mil habitantes na taxa de incidência acumulada a 14 dias já foi ultrapassado a nível nacional e nas regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e Algarve. "A manter-se a taxa de crescimento atual, estima-se que o tempo até que as restantes regiões atinjam este limiar seja inferior a 15 dias", refere o documento.

O número diário de casos de covid-19 internados em em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) também está numa tendência correspondente, correspondendo agora a 72% o valor crítico definido de 245 camas ocupadas. Na semana passada, esse valor era de 56%.

Em termos de testagem, a proporção de testes positivos foi de 4,9%, face aos 4,5% da semana anterior, valor que continua a ultrapassar "o limiar definido de 4%".

"A análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de elevada intensidade e tendência crescente, disseminada em todo o país e que afeta todas as idades, atualmente com maior impacto nas regiões Norte, LVT e Algarve. No último mês, o aumento da atividade epidémica, associado ao predomínio crescente da variante Delta, tem condicionado um aumento gradual na pressão dos cuidados de saúde, em especial na ocupação dos Cuidados Intensivos e nas regiões LVT e Algarve", pode ler-se.

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