Portugal ultrapassa os 10 mil casos. Internamentos sobem há 5 dias consecutivos

Número de novos casos dispara. Nas últimas 24 horas, foram reportadas 10 027 infeções e 91 mortes. O SNS está novamente numa "fase de imensa pressão", admite a ministra da Saúde, que alerta: "os próximos dias vão ser naturalmente muito duros".

No dia em que a Agência Europeia do Medicamento aprovou a vacina da Moderna contra a covid-19, Portugal ultrapassa pela primeira vez os 10 mil casos diários. Nas últimas 24 horas, foram reportadas 91 mortes e 10 027 casos de infeção pelo novo coronavírus.

Os dados do boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira (6 de janeiro) mostram que este é o maior aumento diário de infeções desde o início da pandemia, ultrapassando o máximo registado a 31 de dezembro, dia em que foram notificados 7627 casos.

Em apenas três dias, entre segunda e esta quarta-feira, foram confirmados 19 352 novos casos da doença. São mais 7874 face ao mesmo período da semana passada.

No total, desde o início da pandemia, o país confirmou 446 606 diagnósticos de covid-19 e 7377 óbitos, indica a autoridade de saúde.

Além do aumento de novos casos de covid-19, continua a registar-se um crescimento no número de internamentos. Nos hospitais portugueses, há agora 3293 doentes com a doença internados (mais 33 do que na terça-feira), dos quais 513 (mais um) estão em unidades de cuidados intensivos.

Dados da DGS revelam que este é o 5º dia consecutivo a registar um aumento de hospitalizações. No caso dos cuidados intensivos, assistimos a um crescimento no número de internados pelo sexto dia consecutivo.

A DGS indica ainda que há mais 3115 pessoas recuperadas da doença, num total 352 225.

Portugal tem, atualmente, 87 004 casos ativos de covid-19, um aumento de 6821 face ao dia anterior.

Dos mais de 10 mil casos reportados nas últimas 24 horas, 3857 foram confirmados na região Norte, 3333 em Lisboa e Vale do Tejo, 1932 casos no Centro, 439 no Alentejo, 307 no Algarve, 107 nos Açores e 52 na Madeira.

Numa altura em que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está novamente numa "fase de imensa pressão", a ministra da Saúde, Marta Temido, refere que Portugal está outra vez "perante uma tendência de crescimento de casos" de covid-19 e alerta: "os próximos dias vão ser naturalmente muito duros" no país.

A governante apelou à "ajuda de todos" para evitar a propagação da doença provocada pelo SARS-CoV-2 e, desta forma, aliviar a pressão no SNS. Marta Temido observou que os hospitais têm vivido, desde o início da pandemia, "momentos de grande pressão", assinalando que todos os portugueses "têm de perceber que evitar a transmissão é uma forma de ajudar o SNS a responder, não só à covid, mas a outro tipo de doenças".

Marcelo em isolamento profilático

Além do aumento das infeções pelo novo coronavírus no país, que está a pressionar os hospitais do SNS, este dia fica também marcado pela notícia de que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está em isolamento ​​​​​​profilático preventivo, aguardando a análise de risco das autoridades de saúde, por ter estado em contacto com um elemento da sua Casa Civil com teste positivo ao SARS-CoV-2.

Foi conhecida também esta quarta-feira a decisão do regulador europeu face à vacina da Moderna. Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) deu "luz verde" à utilização da vacina da farmacêutica norte-americana contra a covid-19 na União Europeia "para prevenir a doença do novo coronavírus em pessoas a partir dos 18 anos de idade".

A vacina da Moderna, com uma eficácia comprovada superior a 90%, é a segunda a ter aval da EMA, após a aprovação, a 21 de dezembro de 2020, do fármaco desenvolvido pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que está a ser utilizado no espaço europeu desde 27 de dezembro.

A covid-19 já matou pelo menos 1 869 674 pessoas no mundo desde o início da pandemia em dezembro de 2019, segundo o levantamento realizado esta quarta-feira pela agência de notícias AFP.

Mais de 86 395 630 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 53 992 400 pessoas já foram consideradas curadas.

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