Mundo entra em dívida ecológica ao esgotar recursos anuais do planeta

Mundo entra em dívida ecológica ao esgotar recursos anuais do planeta

Portugal, sozinho, esgotou em 2026 os recursos naturais anuais disponíveis do planeta em 7 de maio.
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O mundo entra esta quinta-feira, 30 de julho, em dívida ecológica, no Dia da Sobrecarga da Terra, ao esgotar os recursos naturais do planeta disponíveis anualmente.

As contas são da organização internacional para a sustentabilidade Global Footprint Network, segundo a qual a humanidade está a utilizar os recursos naturais 73% mais rápido do que o planeta é capaz de os regenerar, o que equivale ao uso de 1,73 planetas Terra.

Segundo a organização, as consequências são nefastas: desflorestação, erosão dos solos, perda de biodiversidade e acumulação de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Se a sobrecarga da Terra continuar a aumentar aos níveis atuais, a dívida ecológica vai crescer ao ritmo de 0,73 planetas ao ano, levando ao aumento da concentração de CO2, gás que contribui para o aquecimento global.

Portugal, sozinho, esgotou em 2026 os recursos naturais anuais disponíveis do planeta em 07 de maio, quatro dias depois da União Europeia no seu todo.

Para a associação ambientalista portuguesa Zero, a "humanidade tem de acelerar o passo e promover as mudanças necessárias", a começar, por exemplo, por aplicar uma taxa por tonelada de carbono de cerca de 90 euros a todas as atividades emissoras de gases com efeito de estufa, permitindo adiar a dívida ecológica em dois meses.

A redução para metade do consumo de carne, e a sua substituição por uma alimentação vegetariana, possibilitaria atrasar por 17 dias o uso do crédito ambiental, com 10 desses dias a resultarem das emissões de metano evitadas, de acordo com a mesma associação.

A Global Footprint Network realça que a dívida ecológica acumulada com o planeta é já de 20,6 anos de sobrecarga, o tempo que seria necessário para a regeneração da Terra se tal fosse possível, o que a organização considera improvável.

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